Por JUCA KFOURI - Via UOL Esporte -
Só o
Cruzeiro ficou em seu lugar no topo da tabela do Brasileirão, líder absoluto,
apesar de ter sido novamente prejudicado pela arbitragem, desta vez com a
anulação de dois gols legais no empate em Criciúma.
Porque o
Flu caiu do segundo para o quarto lugar, o Inter subiu do terceiro para o
segundo, a dois pontos do líder, e o Corinthians subiu do quarto para o
terceiro, a três pontos do Cruzeiro.
Na zona
do rebaixamento, o Figueirense saiu dela e deixou o Botafogo em seu lugar.
Já o
Flamengo largou a lanterna nas mãos do Coritiba e o Bahia, que era o primeiro
dos quatro últimos, agora é o antepenúltimo.
Foram
marcados apenas 17 gols na 14a. rodada que teve dois empates, um 0 a 0 e quatro
1 a 0, porque parece que o futebol brasileiro, depois do 7 a 1, perdeu o
caminho do gol.
Jogo bom
mesmo só um, o do São Paulo que fez 3 a 1 no Vitória. Numa rodada com público
médio outra vez na casa dos 19 mil pagantes por jogo.
Para que
você tenha uma idéia, a média de público do último Campeonato Alemão foi de 45
mil torcedores.
Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 11 de agosto de 2014.
A Pato o que é de Pato, ao apito o que é do apito, Galo no
grito
Futebol é
assim: nem bem começou São Paulo x Vitória, no Morumbi, Caio jogou fora o que
deveria ser o gol baiano.
Aí, 15
minutos depois, Alemão, que não é Phillip Lahm, bobeou, Ganso deu para Pato e,
quém, quém. Gol tricolor.
Kaká,
Ganso, Pato, só dava São Paulo até que o Vitória atacou e Caio foi empurrado
na área paulista, em pênalti desprezado pelo assoprador de apito.
Em
seguida, Douglas pôs Alan Kardec na cara do gol para se livrar do goleiro e
fazer 2 a 0.
Pena que
Kardec tenha se machucado e saído logo depois, mas Pato, em noite feliz, pegou
uma bola na direita e levou a bola até ter a brecha para chutar seco e certeiro
e fazer 3 a 0.
A fatura
estaria liquidada não fosse um cochilo da defesa são-paulina que fez a linha
burra e tomou o gol do zagueiro Kadu, livre, na cara de Rogério Ceni,
impotente, no último minuto do primeiro tempo.
No
segundo tempo o São Paulo seguiu mandando no jogo e só não ampliou por
detalhes, com Pato criando novas chances, melhor em campo.
Já em
Belo Horizonte a coisa foi bem mais complicada.
Galo e
Palmeiras fizeram um primeiro tempo muito ruim, no qual só Diego Tardelli
merece destaque.
Foi dele,
por sinal, aos 44, o belo gol que pôs o time mineiro na frente.
O segundo
tempo foi melhor, Henrique, aos 8, empatou em falha de Pierre e Luan sofreu
um pênalti escandaloso de Tobio não apitado pelo apitador.
Apita, a
pata, a peta, sim, o que xingaram a mãe do assoprador no Independência não foi
mole.
Sorte
dele que Dátolo voltou a botar o Galo adiante, aos 42, ao pegar o rebote de boa
jogada de Luan pela direita, fazendo justiça ao que o jogo foi .
Gareca
segue “invicto” no Brasileirão, sem vitória.
Inter sobe com força e Timão sobe com sorte
Raphael
Klaus, o assoprador de apito do clássico mais antigo de São Paulo, levou um
safanão pelas costas de Petros e como não viu que foi de propósito deixou o
corintiano em campo.
Depois,
no fim do primeiro tempo, não viu que Alison não atingiu Elias num
contra-ataque, porque foi o pé do corintiano que pegou o joelho do rival, e o
expulsou de campo com o segundo cartão amarelo.
Acredite
você ou não, foi o que de melhor aconteceu na Vila Belmiro nos primeiros 45
minutos de jogo.
No
Beira-Rio, no Gre-Nal, nem isso.
A
ruindade foi igual ao clássico paulista e também igual nas discussões e troca
de empurrões.
Gols, nem
pensar.
Aliás,
gol só na Arena da Baixada, onde, no fim, o Furacão abriu o placar contra o
Botafogo, gol de Cleo.
Porque,
no Maracanã, Flamengo e Sport davam outro show de horrores sem gols.
Com 11
contra 10, o Corinthians deveria voltar mais agressivo.
Mas o
segundo tempo começou em câmara lenta, como o Santos queria.
Quem teve
chance de gol, aos 7, foi o camisa 7 santista, o retornado Robinho, que jogava
bem, aproveitando-se de mais uma bobeada de Guilherme Andrade.
Antes do
décimo minuto, Ferrugem entrou no lugar de Guilherme Andrade e Alan Santos
entrou no de Leandro Damião, para reforçar a defesa.
No sul, o
Colorado saiu na frente, com o chileno Aranguiz.
Com o que
o Inter assumia a vice-liderança do Brasileirão, a apenas dois pontos do
prejudicado, pelas arbitragens, Cruzeiro.
E Petros
deu lugar a Renato Augusto em Santos.
Nos
contra-ataques o Santos era mais perigoso e se aproveitava dos inúmeros erros
de passes do Corinthians, principalmente nos pés de Jadson.
Romarinho
entrou e Jadson, enfim, saiu, assim como Rildo entrou e Thiago Ribeiro saiu.
Ferrugem
fez linda jogada em cima de Alan Santos e deu para Elias fuzilar, obrigando
Aranha a fazer sua primeira defesa difícil no jogo.
Por volta
dos 33 minutos, o Corinthians começava a fazer valer a vantagem de um homem,
mas era o Santos quem seguia mais insinuante e buscando a vitória, além de
trocar Robinho, cansado, por Geovânio.
Enquanto
isso, em Porto Alegre, o Inter ampliava e impunha a terceira derrota seguida a
Felipão, 12 gols em três jogos, somados os 10 da Copa do Mundo, gol de Cláudio
Winck.
O
Flamengo com Eduardo da Silva abriu o placar no Rio e derrotou o Sport.
O
Furacão, com Douglas, fez 2 a 0 e despachou o Botafogo.
Foi
preciso que Robinho saísse de campo para o Corinthians fazer seu gol, com Gil,
em cobrança de escanteio depois que Ferrugem exigiu outra boa defesa de Aranha.
Difícil
entender Fagner e Guilherme Andrade em campo quando se tem Ferrugem no banco.
O
Corinthians assumia o terceiro lugar, a três pontos do líder, graças à sorte da
expulsão de Alison.



