10.8.14

Dança das cadeiras em cima e embaixo no Brasileirão

Por JUCA KFOURI - Via UOL Esporte - 

Só o Cruzeiro ficou em seu lugar no topo da tabela do Brasileirão, líder absoluto, apesar de ter sido novamente prejudicado pela arbitragem, desta vez com a anulação de dois gols legais no empate em Criciúma.

Porque o Flu caiu do segundo para o quarto lugar, o Inter subiu do terceiro para o segundo, a dois pontos do líder, e o Corinthians subiu do quarto para o terceiro, a três pontos do Cruzeiro.

Na zona do rebaixamento, o Figueirense saiu dela e deixou o Botafogo em seu lugar.

Já o Flamengo largou a lanterna nas mãos do Coritiba e o Bahia, que era o primeiro dos quatro últimos, agora é o antepenúltimo.

Foram marcados apenas 17 gols na 14a. rodada que teve dois empates, um 0 a 0 e quatro 1 a 0, porque parece que o futebol brasileiro, depois do 7 a 1, perdeu o caminho do gol.

Jogo bom mesmo só um, o do São Paulo que fez 3 a 1 no Vitória. Numa rodada com público médio outra vez na casa dos 19 mil pagantes por jogo.

Para que você tenha uma idéia, a média de público do último Campeonato Alemão foi de 45 mil torcedores.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 11 de agosto de 2014. 

A Pato o que é de Pato, ao apito o que é do apito, Galo no grito 

Futebol é assim: nem bem começou São Paulo x Vitória, no Morumbi, Caio jogou fora o que deveria ser o gol baiano.

Aí, 15 minutos depois, Alemão, que não é Phillip Lahm, bobeou, Ganso deu para Pato e, quém, quém. Gol tricolor.

Kaká, Ganso, Pato, só dava São Paulo até que o Vitória atacou e Caio foi empurrado na área paulista, em pênalti desprezado pelo assoprador de apito. 

Em seguida, Douglas pôs Alan Kardec na cara do gol para se livrar do goleiro e fazer 2 a 0.

Pena que Kardec tenha se machucado e saído logo depois, mas Pato, em noite feliz, pegou uma bola na direita e levou a bola até ter a brecha para chutar seco e certeiro e fazer 3 a 0.

A fatura estaria liquidada não fosse um cochilo da defesa são-paulina que fez a linha burra e tomou o gol do zagueiro Kadu, livre, na cara de Rogério Ceni, impotente, no último minuto do primeiro tempo.

No segundo tempo o São Paulo seguiu mandando no jogo e só não ampliou por detalhes, com Pato criando novas chances, melhor em campo.

Já em Belo Horizonte a coisa foi bem mais complicada.

Galo e Palmeiras fizeram um primeiro tempo muito ruim, no qual só Diego Tardelli merece destaque.

Foi dele, por sinal, aos 44, o belo gol que pôs o time mineiro na frente.

O segundo tempo foi melhor, Henrique, aos 8, empatou em falha de Pierre e Luan sofreu um pênalti escandaloso de Tobio não apitado pelo apitador. 

Apita, a pata, a peta, sim, o que xingaram a mãe do assoprador no Independência não foi mole.

Sorte dele que Dátolo voltou a botar o Galo adiante, aos 42, ao pegar o rebote de boa jogada de Luan pela direita, fazendo justiça ao que o jogo foi .

Gareca segue “invicto” no Brasileirão, sem vitória.

Inter sobe com força e Timão sobe com sorte

Raphael Klaus, o assoprador de apito do clássico mais antigo de São Paulo, levou um safanão pelas costas de Petros e como não viu que foi de propósito deixou o corintiano em campo.

Depois, no fim do primeiro tempo, não viu que Alison não atingiu Elias num contra-ataque, porque foi o pé do corintiano que pegou o joelho do rival, e o expulsou de campo com o segundo cartão amarelo.

Acredite você ou não, foi o que de melhor aconteceu na Vila Belmiro nos primeiros 45 minutos de jogo.

No Beira-Rio, no Gre-Nal, nem isso.

A ruindade foi igual ao clássico paulista e também igual nas discussões e troca de empurrões.

Gols, nem pensar.

Aliás, gol só na Arena da Baixada, onde, no fim, o Furacão abriu o placar contra o Botafogo, gol de Cleo.

Porque, no Maracanã, Flamengo e Sport davam outro show de horrores sem gols.

Com 11 contra 10, o Corinthians deveria voltar mais agressivo.

Mas o segundo tempo começou em câmara lenta, como o Santos queria.

Quem teve chance de gol, aos 7, foi o camisa 7 santista, o retornado Robinho, que jogava bem, aproveitando-se de mais uma bobeada de Guilherme Andrade.

Antes do décimo minuto, Ferrugem entrou no lugar de Guilherme Andrade e Alan Santos entrou no de Leandro Damião, para reforçar a defesa.

No sul, o Colorado saiu na frente, com o chileno Aranguiz.

Com o que o Inter assumia a vice-liderança do Brasileirão, a apenas dois pontos do prejudicado, pelas arbitragens, Cruzeiro.

E Petros deu lugar a Renato Augusto em Santos.

Nos contra-ataques o Santos era mais perigoso e se aproveitava dos inúmeros erros de passes do Corinthians, principalmente nos pés de Jadson.

Romarinho entrou e Jadson, enfim, saiu, assim como Rildo entrou e Thiago Ribeiro saiu.

Ferrugem fez linda jogada em cima de Alan Santos e deu para Elias fuzilar, obrigando Aranha a fazer sua primeira defesa difícil no jogo.

Por volta dos 33 minutos, o Corinthians começava a fazer valer a vantagem de um homem, mas era o Santos quem seguia mais insinuante e buscando a vitória, além de trocar Robinho, cansado, por Geovânio.

Enquanto isso, em Porto Alegre, o Inter ampliava e impunha a terceira derrota seguida a Felipão, 12 gols em três jogos, somados os 10 da Copa do Mundo, gol de Cláudio Winck.

O Flamengo com Eduardo da Silva abriu o placar no Rio e derrotou o Sport.

O Furacão, com Douglas, fez 2 a 0 e despachou o Botafogo.

Foi preciso que Robinho saísse de campo para o Corinthians fazer seu gol, com Gil, em cobrança de escanteio depois que Ferrugem exigiu outra boa defesa de Aranha.

Difícil entender Fagner e Guilherme Andrade em campo quando se tem Ferrugem no banco.

O Corinthians assumia o terceiro lugar, a três pontos do líder, graças à sorte da expulsão de Alison.