Acontecerá o quê, na
hipótese de Dilma Rousseff ser reeleita? Erra quem responder que nada.
Primeiro, haverá ampla reforma do ministério, prevista para janeiro de
2015. Provavelmente, também, mudanças no estilo de governar. Menos
viagens pelos estados, mais reuniões setoriais com sua nova equipe, em
Brasília, destinadas a fixar e desenvolver rumos para os próximos quatro
anos. Distanciamento dos partidos da base oficial, ou seja, extinção do
direito deles ocuparem ministérios em troca de apoio parlamentar, ainda
que devam manter indicações. Diminuição dos encontros da presidente com
o Lula, mesmo preservada a relação entre criador e criatura.
Imagina-se que a ênfase do
segundo mandato seguirá três vertentes principais: correções na política
econômica, prioridade para as conquistas sociais e maior atenção à
presença do Brasil no mundo.
O comando da pré-campanha
de Dilma reúne-se com frequência, claro que tendo como objetivo maior a
vitória nas urnas de outubro, se possível no primeiro turno. Mas também
projetando o futuro. Identificando setores onde determinadas iniciativas
poderiam ter sido melhor desenvolvidas nos últimos quatro anos. Está
sendo elaborado um documento de propostas básicas, a ser divulgado em
junho, quando da convenção nacional do PT que formalizará a candidatura
da presidente. Até lá, a estratégia é de reforçar as alianças
partidárias sem abrir mão de canais diretos com a população, aumentando a
presença da candidata nos veículos de comunicação, em especial do
interior.
A queda nos índices de
aprovação do governo, registrada na semana que passou, preocupa os
dirigentes da campanha, mas não a ponto de levá-los a reformular as
diretrizes até agora elaboradas. Entendem estar no caminho certo, coisa
que apenas se saberá no dia da eleição.



