6.4.14

DE OLHO NA REELEIÇÃO

CARLOS CHAGAS -

Acontecerá o quê, na hipótese de Dilma Rousseff ser reeleita? Erra quem responder que nada. Primeiro, haverá ampla reforma do ministério, prevista para janeiro de 2015. Provavelmente, também, mudanças no estilo de governar. Menos viagens pelos estados, mais reuniões setoriais com sua nova equipe, em Brasília, destinadas a fixar e desenvolver rumos para os próximos quatro anos. Distanciamento dos partidos da base oficial, ou seja, extinção do direito deles ocuparem ministérios em troca de apoio parlamentar, ainda que devam manter indicações. Diminuição dos encontros da presidente com o Lula, mesmo preservada a relação entre criador e criatura.

Imagina-se que a ênfase do segundo mandato seguirá três vertentes principais: correções na política econômica, prioridade para as conquistas sociais e maior atenção à presença do Brasil no mundo.

O comando da pré-campanha de Dilma reúne-se com frequência, claro que tendo como objetivo maior a vitória nas urnas de outubro, se possível no primeiro turno. Mas também projetando o futuro. Identificando setores onde determinadas iniciativas poderiam ter sido melhor desenvolvidas nos últimos quatro anos. Está sendo elaborado um documento de propostas básicas, a ser divulgado em junho, quando da convenção nacional do PT que formalizará a candidatura da presidente. Até lá, a estratégia é de reforçar as alianças partidárias sem abrir mão de canais diretos com a população, aumentando a presença da candidata nos veículos de comunicação, em especial do interior.

A queda nos índices de aprovação do governo, registrada na semana que passou, preocupa os dirigentes da campanha, mas não a ponto de levá-los a reformular as diretrizes até agora elaboradas. Entendem estar no caminho certo, coisa que apenas se saberá no dia da eleição.