DANIEL MAZOLA -
Será que os adultos tomaram juízo?
Depois de décadas de doutrinação consumista e lavagem cerebral sobre nossas
crianças, através dos meios de comunicação de massa, o Brasil finalmente deu um
passo histórico. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda), composto por entidades da sociedade civil e ministérios do governo
federal, decidiu que “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação
mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de
qualquer produto ou serviço é abusiva e, portanto, ilegal”, conforme determina
o Código de Defesa do Consumidor.
A medida recomenda que fique proibido o direcionamento à criança de anúncios
impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens,
promoções, merchandisings, ações em shows, etc. A decisão proíbe ainda qualquer
publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e escolas de
educação infantil e fundamental, inclusive nos uniformes escolares e materiais
didáticos. Para o Conanda, a publicidade infantil fere o que está previsto na
Constituição Federal, no Código de Defesa do Consumidor e no Estatuto da
Criança e do Adolescente. O texto será publicado no Diário Oficial nos próximos
dias.
Precisamos proteger as mentes de
nossas crianças, principalmente da força das mensagens publicitárias. Elas são
alvo fácil desse modelo de ser, agir e pensar, são forjadas para consumir e
reproduzir a lógica dominante. Isso vem se repetindo há décadas, geração após
geração. Na “república dos banqueiros”, prevalece o vale tudo do mercado
publicitário. Espero que a partir de agora nossas crianças sejam preservadas e
protegidas do monstro consumista do capitalismo. Será um grande avanço.
A favela
desapareceu definitivamente do mapa
A pedido da Prefeitura do Rio,
primeiro foi excluído o termo "favela", muitas vezes substituído por
"morro" na identificação dos locais empobrecidos da cidade, nos mapas
do Google. Agora, simplesmente não se identifica mais as favelas, elas não tem
nome e sequer existem. Apenas as que já foram reconhecidas como bairros
oficiais do Rio de Janeiro aparecem, claro sem a palavra "favela" ou
"morro".
Qual será o próximo passo? A edição da imagem para apagar as favelas, como a Petrobras já fez na sua publicidade? Veja: http://bit.ly/1mUM6MK
“O QUE ADIANTA ESCONDER? A GENTE EXISTE, NÃO ADIANTA ESCONDER NÃO", foi o que disse uma moradora da Maré: http://youtu.be/HX5tyiTD2vg
Mas na cidade dos megaeventos e
dos megaempreendimentos, já se fez a escolha: desaparecer com a pobreza, ou
fingir que ela não existe. A tentativa de apagar esses lugares é de apagar sua
história de luta e resistência. Escondem, mentem, eliminam, é a coerência de um
prefeito Pinóquio-carreirista para favorecer seus financiadores e “chefões”.
Bola de cristal,
pra que?
Em recente entrevista ao jornal
da família Marinho, o escritor Paulo Coelho detonou: “Não vou à Copa, embora
tenha ingressos. Eu não posso estar dentro do estádio sabendo o que se passa lá
fora com os hospitais, a educação e tudo o que o clientelismo do PT tem renegado
muito. Há uma profunda decepção. Eu acho que o poder cega. (...) De repente eu
vi que a coisa toda começou a virar meio um clientelismo. Acho que o PT
infelizmente perdeu o rumo, como qualquer partido que fica muito tempo no
poder".
Faltam praticamente 2 meses para
o bilionário torneio da FIFA começar. Até agora, OFICIALMENTE, o Brasil já
torrou R$ 26 bilhões para realizar a “Copa das Copas”. O valor certamente vai
superar R$ 30 bilhões. Em ano reeleitoral e de Copa, uma coisa é certa, o mago
Paulo Coelho não precisa de bola de cristal, nunca se viu nada tão absurdo,
dramático, não há garantias nem que o primeiro jogo aconteça, conforme
previsto, na Arena Corinthians.
Com ou sem CPI da Petrobras, o
fato é que até as pesquisas encomendadas são forçadas a admitir que Dona Dilma
Rousseff esteja entrando em queda livre, e pode despencar do poder. Mais de 70%
dos entrevistados em enquetes eleitorais manifestam o desejo de mudanças a
partir de 2015. E pior que a “mudança” pode ser o “volta, Lula”. É de chorar,
lamentável.
Médicos
reivindicam melhores salários e condições de trabalho
Profissionais de saúde ligados às
entidades do setor no Rio de Janeiro aderiram à mobilização nacional em defesa
de melhores salários e condições de trabalho, principalmente no setor público.
Para chamar a atenção, os médicos
fluminenses decidiram pela suspensão dos serviços para clientes vinculados aos
planos de saúde. Os serviços de urgência e emergência foram mantidos.
Cerca de 300 manifestantes se
reuniram nas escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, onde foram
colocados cartazes e fotos com reivindicações e denúncias sobre a precariedade
dos serviços. Além de melhores condições de trabalho e atendimento adequado à
população, os médicos reivindicam concurso público, plano de cargos, carreiras
e vencimentos, e piso salarial de R$ 10.991,19.
A manifestação foi promovida pelo Conselho Regional de Medicina e pelo
Sindicato dos Médicos. Das escadarias da Câmara dos Vereadores os manifestantes
saíram em passeata até a sede do Núcleo do Ministério da Saúde, na Rua México,
no centro da cidade. Essa categoria merece respeito e muita atenção, mas o que
temos visto é o contrário. Até quando?



