O advogado Folena de Oliveira, jovem, brilhante, defensor inabalável do interesse nacional, um dia me mandou uma colaboração com o título, “O Monopólio do Petróleo”. Publiquei, foi um sucesso. Comentei o artigo, ele agradeceu com uma nota curta, dizendo: “Esperamos ter colaborado com o debate sobre tema relevante para o Brasil. Ainda mais no momento da instalação de uma negativa CPI contra a Petrobras”. Isso em março de 2009.
A História, surpreendente, a CPI se repete agora em 2014
O mínimo que se pode dizer: inacreditável. Tentam e tentaram tudo contra a Petrobras. Agora cinco anos depois, nova CPI para ver se derrubam a empresa dos brasileiros, já contaminada pela corrupção e enriquecimento ilícito de quase todos. Pela singularidade, repito o comentário curto que fiz ao artigo vibrante do Folena.
“O Monopólio do Petróleo”
O artigo é muito bom e foge à rotina. Pois trás ao debate a questão da constitucionalidade da emenda sobre a Petrobras. São centenas de mensagens sobre a CPI, CONTRA e a FAVOR. Muita gente defende a CPI, outros combatem. É isso que me agrada, o fato das pessoas tomarem posição, combaterem por aquilo no qual acreditam.
Minha convicção não mudou: sou contra a CPI, mas mantenho a importância da investigação. Alguns cidadãos lembram que já denunciei muitos presidentes da Petrobras, (e da BR e da Transpetro, não esqueçam) que enriqueceram fabulosamente. O próprio “presidente” Geisel deixou “herança” de 20 milhões de dólares, surpresa.
Só eu publiquei, embora não fosse o único a saber. O jornalista Elio Gaspari soube antes, ”mas tinha que proteger a fonte”.
Uma Petrobras limpa e sem roubalheira
Podem escrever à vontade, defendam com clareza as coisas nas quais acreditam, não censuro ninguém, mesmo que discordem deste repórter. Defendo uma Petrobras LIMPA e sem ROUBALHEIRA. Só que 60 por cento dos que passaram por cargos importantes da empresa, enriqueceram. E não apenas no passado. Só que é difícil creditar em Jereissati e no PSDB.
A CPI de 2009 e esta de 2014
Notável o espírito depreciativo e destruidor contra a
Petrobras, na CPI de 2009 e agora, nesta CPI de 2014. A maior empresa do Brasil
tem que enfrentar a corrupção, a deslealdade e a incompetência. Mas o que o
jornal Estado de São Paulo descobriu agora é uma espécie de “Campo de Libra” de
irresponsabilidade, e lógico de impunidade.
Não aconteceu nada em 2009, não acontecerá nada agora. A
convicção deste repórter não mudou um milímetro que fosse. Era contra a CPI e
pela investigação, continuo defendendo as mesmas providências.
Começaram
a “matar” a Petrobras com os “leilões”
Era o governo FHC, Dona Dilma ainda não ocupava nenhum
cargo, mas ficou a favor desses leilões “entreguistas”. FHC tentava “privatizar”
a maior empresa do Brasil, chegou a trocar o S final por um X, como se a
empresa tivesse sido doada ou arrematada por um aventureiro.
Dona Dilma era diferente. Estava a favor dos “leilões”
por pura incapacidade e pela impossibilidade de ver alguma coisa um pouco mais
longe. Mas não era só isso que levava a Petrobras ao desespero. E não ia à falência,
por que era impossível. A cada dia, em todos os últimos anos, a Petrobras anunciava:
“Descobrimos mais petróleo”. Isso no Brasil inteiro.
As
denúncias do Estado de SP não param, que escândalos
Não é possível que tenham roubado tanto de uma empresa
só. Nem interessa saber se alguns não são nem corruptos. Os corruptos
prejudicam a Petrobras porque compram por quase TRES BILHÕES, o que não valia
mais de 80 MILHÕES. Esses são os corruptos.
E os que não roubam, mas participam de tudo? Como
explicar que o nome de Dona Dilma seja mencionado em todos os escândalos?
Sempre com a ressalva: “Dona Dilma não recebe comissão alguma”. Então é
burrice, desinteresse, desprezo pelo patrimônio nacional?
Amanhã
decisão final sobre as CPIs
Estão há dias dependendo da decisão do presidente do
senado. Ele mesmo, Renan Calheiros, que renunciou à presidência do senado para
não ser cassado. Em 2010 renovou o mandato de senador, logo voltava à presidência
do senado. Com mais Poder de fogo do que antes.
O
Planalto espera ansioso
Haja o que houver, o Planalto que não atinge eleitoralmente
Dona Dilma. É possível, é possível. Mas para a Petrobras será mais do que uma
tragédia, Será um descalabro. Esperemos “pelo amanhã que não virá”. Mais cinco
meses até outubro e mais quatro anos até 2018, quem poderá suportar?
PS –
Repetindo: quem quiser entre na internet, acesse jorgefolena.com; verá o
livro que o brilhante advogado escreveu com o título, “Conversando com Helio Fernandes”.


