29.3.14

INTENÇÕES DE VOTOS E AVALIAÇÃO DOS GOVERNOS NO RIO DE JANEIRO DEIXAM CABRAL E PAES APAVORADOS. A VOLTA “POR CIMA” DE BERZOINI. MENSALÃO DO PSDB AGORA SERÁ MINEIRO MESMO

DANIEL MAZOLA -

Os dados são do IBOPE e foram divulgados no ex-blog do ex-prefeito (e provavelmente eterno vereador pelo Rio) César Maia. Pelo bem do Estado e da Cidade caótica, mas com cenário Maravilhoso, Cabral e Paes (a pior dupla do país), momentaneamente estão em situação desesperadora (isso via o instituto ‘amigo’). Espero que piorem ainda mais:



1. Eduardo Paes (só na Capital): Ruim+Péssimo 45%, Ótimo+Bom 18% / Desaprovam 64%.

2. Sérgio Cabral: Ruim+Péssimo 42%, Ótimo+Bom 16% / Desaprovam 59%.

3. Dilma Rousseff: Ruim+Péssimo 32%, Ótimo+Bom 30% / Desaprovam 46%.

4. Quem votaria para Presidente: Dilma 37%, Aécio 13%, Campos 7%, Randolfe 1%, Ninguém 42%.

5. 83% não têm de memória candidato ao senado. 78% não têm de memória candidato a governador. 71% não têm de cabeça candidato a presidente.

6. Quem votaria para governador? Garotinho 18%, Crivella 16%, Lindbergh 10%, Cesar Maia 8%, Pezão 5%, Jandira 4%, Bernardinho 3%, Miro 1%, Sírkis 1%. Ninguém 32%.

7. Quem votaria para governador? Só na Capital. Garotinho 12%, Crivella 11%, Cesar Maia 10%, Lindbergh 7%, Jandira 6%, Pezão 4%, Bernardinho 4%, Miro 2%, Sirkis 2%.

8. Com menos nomes: só Garotinho, Crivella, Lindbergh, Pezão e Sirkis: 43% não marcam ninguém. No caso de dois nomes no segundo turno, não marcam ninguém entre 48% e 52% conforme a dupla. 

9. Entre os candidatos a governador quem mais rejeita? Garotinho 26%, Cesar Maia 17%, Pezão 10%, Lindbergh 7%, Crivella 4%, Miro 4%, Bernardinho 2%, Sirkis 2%.

10. Quem votaria para senador? Wagner Montes 18%, Benedita 12%, Cabral 12%, Romário 11%, Jandira 7%, Dornelles 6%. 

À volta “por cima”

O novo ministro de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do desgoverno, o experiente sindicalista de resultados Ricardo Berzoini já chegou avisando que o governo vai para a ofensiva na CPI da Petrobras:

“Não há motivo para ficarmos na defensiva. Vamos para a ofensiva, vamos mostrar o que foi a Petrobras no governo Fernando Henrique (Cardoso) e o que é a Petrobras nos governos Lula e Dilma. Está claro que o interesse é eleitoral, não há qualquer interesse de investigação sério e o caso (Pasadena) já está sendo investigado pelas autoridades competentes, que são menos sujeitas à contaminação política”.

O deputado toma posse às 11 horas de terça-feira que vem, dia 1º de Abril, Dia do Golpe da Mentira, na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), substituindo a gloriosa ministra Ideli Salvatti, transferida para a Secretaria de Direitos Humanos (SDH).

Berzoini também só faltou jurar por Deus que não existe movimento para a volta de Lula no lugar da Dilma do Chefe:

“Quem perder seu tempo com isso vai gastar energia sem produzir nada, é dispersão gratuita de energia. A presidenta Dilma é a nossa candidata e vai vencer as eleições”. O deputado e futuro ministro têm toda a razão e fala a verdade: como substituir Lula pela Dilma, se o chefão Lula nunca saiu do governo, onde reina como verdadeiro Presidente?

Berzoini era presidente do PT na campanha da reeleição de Lula, em 2006, quando veio à tona o escândalo dos aloprados. Na época, petistas foram presos pela Polícia Federal tentando comprar um dossiê contra o PSDB.

Mesmo tendo sido ministro da Previdência Social e do Trabalho na gestão Lula, Berzoini acabou afastado do cargo e da coordenação da campanha. Agora volta por cima da carne seca. 

Mensalão agora será mineiro mesmo 

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou ontem para que seja julgado em Minas Gerais o processo chamado de mensalão tucano, que tem como réu o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), e rola no STF desde 2005.

Joaquim Barbosa foi o único que votou para que o julgamento fosse feito pelo Supremo:

“Eu me mantenho fiel ao entendimento que sustentei nas ações 333 (Ronaldo Cunha Lima), e 396 (Natan Donadon), pois a renúncia do réu não pode ser motivo para esquivar ou retratar a ação penal. No caso em análise, a renúncia do réu poucos dias depois da ação teve como finalidade evitar o julgamento”.

Com a transferência para Minas Gerais, o julgamento final de Azeredo fica adiado. Isso porque o juiz da primeira instância poderá pedir mais diligências para instruir o processo, se considerar necessário.

Em caso de condenação, o réu poderá recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, por fim, ao STF.

Mesmo que a eventual condenação seja mantida, a pena só poderá começar a ser cumprida quando todos os recursos tiverem sido julgados.