Via Quem Se Omite Permite -
Assim se pronunciam os juízes e as partes vencedoras, em qualquer demanda. Mas não é bem assim. Decisões judiciais devem ser cumpridas, sim. Mas também podem ser questionadas, recorridas até à última instância, e tornadas de conhecimento público, principalmente se não são justas. Fosse de outra forma, não haveria instâncias superiores, e corregedorias que julgam juízes desonestos (ou incompetentes) e até as aposentadorias compulsórias.
Decisão judicial deu posse à oposição sem voto da ABI
Há dez anos, o jornalista Maurício Azêdo formou uma chapa e venceu as eleições da ABI. Com ele assumiram a direção da entidade, jornalistas conhecidos publicamente, outros não tanto, que com ele tiraram a ABI de um buraco sem fundo e mal vista (ou nem vista). Uma pálida sombra da ABI que todos os jornalistas gostariam de dirigir.
Mas, aos poucos, Maurício foi percebendo que alguns de seus colaboradores, estavam usando o prestígio da entidade em causa própria ou em defesa de outros interesses. E começou a centralizar as decisões.
Não era o que eles esperavam. E criou-se um clima desagradável, onde antigos colaboradores se transformaram em adversários. E nas eleições de 2013 tentaram criar uma chapa, mas não conseguiram cumprir com todas as exigências estatutárias, como reunir 51 associados em condições de votar e serem votados. Perderam mas não se conformaram e judicializaram uma questão que poderia ser decidida internamente.
Hoje, a justiça decidiu anular a eleição de abril de 2013, onde Maurício Azêdo foi reeleito, mas sem a presença dos que o traíram e abandonaram. E no mesmo ato reconduziu a diretoria eleita em 2010 onde Maurício Azêdo foi reeleito presidente, e os demais diretores eram os que hoje encabeçam a Oposição.
Com a morte do presidente eleito e reeleito, pode-se dizer que a justiça elegeu a oposição sem voto para um mandato de dois meses sem o centralizador Maurício Azêdo para vigiar e impedir que se cometa os atos que ele não admitia.
*Texto de M. Pacheco – QUEM SE OMITE, PERMITE!



