DANIEL MAZOLA –
A produção de petróleo da Petrobras em 2013 ficou 2,5% abaixo do planejado pela desadministração de Dona Dilma Rousseff, com a média de 1,931 milhão de barris diários. O endividamento total da empresa subiu 36% no ano, para R$ 267,82 bilhões e o de longo prazo aumentou 38%, para R$ 249 bilhões. Também houve alta de 27% na alavancagem, calculada a partir da dívida líquida dividida pelo lucro antes de impostos (Ebitda), para 3,57.
O lucro da empresa atingiu R$ 23,6
bilhões em 2013, alta de 11% em relação aos R$ 21,2 bilhões alcançados em 2012.
No quarto trimestre do ano passado, no entanto, a empresa apresentou lucro
líquido de R$ 6,28 bilhões, uma queda de 19% em relação ao mesmo período de
2012. O balanço foi divulgado ontem (25), após o fechamento da Bovespa, que encerrou o dia em baixa,
influenciada pelas ações da companhia. Junto com os números, a Petrobras também
anunciou seu plano estratégico até 2030.
Lucro líquido
anual da Petrobras nos últimos seis anos:
2008: R$ 32,99 bilhões
2009: R$ 28,98 bilhões
2010: R$ 35,19 bilhões
2011: R$ 33,13 bilhões
2012: R$ 21,18 bilhões
2013: R$ 23,57 bilhões
2009: R$ 28,98 bilhões
2010: R$ 35,19 bilhões
2011: R$ 33,13 bilhões
2012: R$ 21,18 bilhões
2013: R$ 23,57 bilhões
Petrobras extrai água
Sem credibilidade na política
econômica, Dona Dilma Rousseff enfrentará muitas dificuldades em seu projeto reeleitoral.
Não vai
ser fácil demonstrar aos investidores que a produção da Petrobras volte a
subir, para diminuir as perdas dos acionistas. Foi divulgado por uma grande revista
de economia: a Petrobras tem extraído, em média, para cada barril de petróleo,
um barril de água, na Bacia de Campos, que responde por 80% da produção
nacional.
O problema da água no petróleo, não foi o único a impactar o nervoso
mercado ontem, quando a petroleira divulgou seu balanço e o Plano Estratégico
2030. A famosa defasagem nos preços dos combustíveis, manobra do controlador (governo),
e o câmbio também são novamente motivo da gritaria dos investidores.
Técnicos, especialistas e Geólogos advertem que o pouco investimento em
novos poços, declínio natural e a má gestão de reservatórios explicam a queda
de produtividade de óleo, enquanto a quantidade de água nas plataformas passa
de 1,5 milhão de barris/dia. Conforme dados da Agência Nacional de Petróleo
(ANP).
As promessas e mentiras de Lula, da corrida pela autossuficiência, injetando-se
mais água nos poços para acelerar a produção antes do tempo, pode ter causado
esse efeito. O fenômeno que começa a ser chamado de “Aquabras” chegou a ser
apontado no último relatório do famigerado HSBC, (que maravilha viver na “república
dos banqueiros”), sobre a estatal de economia mista. Luiz Carvalho, analista do
banco britânico, escreveu: "Seguindo uma tendência dos últimos seis meses,
o excesso de produção de água como um subproduto se tornou um sério problema na
Bacia de Campos”.
Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) a Petrobras
teve uma perda de R$ 1 bilhão com a importação de gasolina e diesel no quarto
trimestre do ano passado, considerando o valor gasto e a receita obtida com a
venda no mercado interno. Sem poder reajustar a gasolina e o diesel, a
Petrobras tem elevado os preços de outros produtos que não afetam diretamente o
índice de inflação. Já há reclamações da indústria de papel e celulose (por
causa dos reajustes de solventes e ureia) e navios de cabotagem (sobre os
reajustes dos preços do bunker, óleo combustível de navio).
A Petrobras começa a virar alvo de denúncias de corrupção. Estão
previstas ações judiciais em Nova York para cobrar explicações sobre escândalos
como a refinaria de Pasadena, a compra de plataformas dos holandeses, os
prejuízos com a refinaria Abreu e Lima, os contratos suspeitos de
superfaturamento no Complexo Petroquímico de Itaboraí, a Gemini, o caso BB Milenium
e tantos outros que darão dor de cabeça ao desgoverno, e devem levar dirigentes
da companhia á barra dos tribunais nos EUA.
Está se aprofundando cada vez mais o
desastre da política econômica desse desgoverno. Dona Graça e agregados que se
cuidem.
Ato Contra a Criminalização das
Lutas e Contra a Imprensa Fascista
No início
da noite de ontem, dia 25 de fevereiro, cerca de mil pessoas tomaram a Avenida
Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, em um ato unificado contra a
criminalização das lutas pelo Estado e a imprensa fascista.
A
manifestação reuniu trabalhadores, estudantes, indígenas, professores,
sem-tetos, desempregados e vários movimentos que lutam pelos direitos do povo.
Apesar das
constantes agressões e intimidações gratuitas por parte da polícia, tudo correu
bem do início ao fim da manifestação. Na Cinelândia, a massa fez uma fogueira com
os jornais, O Globo, e cantou até o fim: "Globo fascista, você que é
terrorista!”.
“Amanhã vai ser maior”. Veja o vídeo:
Más
condições de trabalho dos jornalistas serão tema de audiência pública na Alerj
As precárias condições de trabalho dos jornalistas serão tema de audiência pública convocada pela Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na semana seguinte ao carnaval, afirmou o deputado Paulo Ramos (PSOL).
O parlamentar, que preside o colegiado, recebeu a visita da presidente do Sindicato, Paula Máiran, que lhe entregou cópias do relatório sobre a violência contra os jornalistas, da pauta de revindicações da campanha salarial deste ano e da denúncia feita ao Ministério Público do Trabalho sobre a falta de um protocolo de segurança na Band, emissora onde trabalhava Santiago Andrade, repórter cinematográfico morto após ser atingido por rojão.
“Além das questões de segurança, precisamos aprofundar o debate sobre a precarização do trabalho do jornalista. Somos submetidos hoje a condições inaceitáveis, com assédio moral, carga horária excessiva e desrespeito ao nosso código de ética”, afirma Paula Máiran, presidenta do Sindicato.
Representantes dos trabalhadores, das empresas e do Estado serão convidados para a audiência pública da Alerj, que estava entre as propostas sugeridas na plenária de emergência dos jornalistas convocada após a morte do jornalista. A data será definida ainda essa semana.
Receita para um Golpe de Estado contra um governo popular eleito
1- Desestabilização: os agentes econômicos insatisfeitos com o governo boicotam a economia provocando inflação e desabastecimento;
2- A imprensa associada ao capital difama o governo fazendo campanha sistemática de desinformação;
3- Bases sociais insatisfeitas são mobilizadas para manifestações violentas;
4- As Forças Armadas/Judiciário/Parlamento em nome da restauração da paz/ordem/democracia afastam o governo eleito e nomeiam governo de "transição".
Na Venezuela tentaram em 2002, durou dois dias. Estão tentando de novo.
As precárias condições de trabalho dos jornalistas serão tema de audiência pública convocada pela Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na semana seguinte ao carnaval, afirmou o deputado Paulo Ramos (PSOL).
O parlamentar, que preside o colegiado, recebeu a visita da presidente do Sindicato, Paula Máiran, que lhe entregou cópias do relatório sobre a violência contra os jornalistas, da pauta de revindicações da campanha salarial deste ano e da denúncia feita ao Ministério Público do Trabalho sobre a falta de um protocolo de segurança na Band, emissora onde trabalhava Santiago Andrade, repórter cinematográfico morto após ser atingido por rojão.
“Além das questões de segurança, precisamos aprofundar o debate sobre a precarização do trabalho do jornalista. Somos submetidos hoje a condições inaceitáveis, com assédio moral, carga horária excessiva e desrespeito ao nosso código de ética”, afirma Paula Máiran, presidenta do Sindicato.
Representantes dos trabalhadores, das empresas e do Estado serão convidados para a audiência pública da Alerj, que estava entre as propostas sugeridas na plenária de emergência dos jornalistas convocada após a morte do jornalista. A data será definida ainda essa semana.
Receita para um Golpe de Estado contra um governo popular eleito
1- Desestabilização: os agentes econômicos insatisfeitos com o governo boicotam a economia provocando inflação e desabastecimento;
2- A imprensa associada ao capital difama o governo fazendo campanha sistemática de desinformação;
3- Bases sociais insatisfeitas são mobilizadas para manifestações violentas;
4- As Forças Armadas/Judiciário/Parlamento em nome da restauração da paz/ordem/democracia afastam o governo eleito e nomeiam governo de "transição".
Na Venezuela tentaram em 2002, durou dois dias. Estão tentando de novo.





