HELIO
FERNANDES –
Já disse e já dizia desde os tempos da Tribuna de
papel: “Posso criticar a empresa, pois sou um inquestionável e irrevogável
petrobrasista”. Lamento profundamente que a Petrobras tenha um
“desadministrador” depois do outro, não há nem uma parada para reabastecimento
e reabilitação da empresa?
Anteontem, as preferenciais da Petro estavam a 14,90,
as outras a 15,10. Estão caindo tanto, que saíram do ranking das 10 mais
valiosas. E isso, 1 ano depois da revista Forbes, colocar Dona Graça,
presidente da empresa, como “a mulher mais poderosa do mundo”.
Poderosa em quê? Os acionistas cada vez aumentam os
prejuízos. E não custa lembrar: as ações preferenciais tem direito a dividendos
na frente dos outros. Que dividendos?
Paul
Getty, o maior ganhador em Wall Street
Antes das revistas de fofocas financeiras, era tido
como um dos homens mais ricos do mundo. Visível sempre em Wall Street,
conversava amigavelmente com jornalistas. Um dia perguntaram: “Para o senhor,
qual é o melhor negócio do mundo?”. A resposta não demorou.
“Para mim, o melhor negócio do mundo, é uma empresa de
petróleo, muito bem administrada. Em segundo lugar, uma empresa de petróleo,
mais ou menos administrada. E em terceiro lugar, uma empresa de petróleo,
pessimamente administrada”.
No tempo dele, ainda não surgira a Petrobras. Paul
Getty morreu há muito tempo. Mas o que diria da Petrobras, ela estaria entre as
três opções selecionadas por ele?
No
Brasil, 50 milhões de raios por ano
Os dados são do IBGE, um dos órgãos mais competentes e
respeitados do país. Sem que houvesse publicidade, muitas mortes acontecem
diariamente, pessoas atingidas por esses raios. São 4 milhões por mês, mais ou
menos 340 mil por dia.
O grande Benjamin Franklin, um dos combatentes pela
República e pela Independência dos EUA, não quis ocupar ou disputar cargo
algum. É um dos oito citados na Constituição de 1788, como “pais fundadores”,
designação feita por eles.
“Só
quero ter uma pátria e cuidar das minhas invenções”
Foi o que respondeu, chamado para se juntar à cúpula do
Partido Federalista. (O Partido Democrata seria fundado 40 anos depois da posse
de Washington). Uma das maiores invenções de Franklin, foi precisamente o
para-raio, que tem salvado tanta gente.
Aumentam
os juros, desabridamente, nada acontece com inflação e “pibinho”
Como eu já escrevera em novembro, mais um aumento da
chamada “taxa selic”. Textual, há 3 meses: “Entre janeiro e março, irão para 11
por cento no mínimo”. Agora mais 0,50 %, não vão parar por aí. Foi o sétimo
aumento seguido, sendo que nos últimos seis, de cada vez subia 0,50 %.
Basta somar, se livrar do calor e não dar explicação ou
esperança a ninguém. São 3 por cento. Como o secretário do Tesouro revelou que
a dívida interna ultrapassou os 2 trilhões, mais três por cento significam no
fim deste presidencial 2014, mais 60 bilhões.
FHC
elevou os juros a 45 por cento
Isso é inacreditável mas rigorosamente verdadeiro.
Entregou a Lula em 25 por cento, ele e Dona Dilma reduziram para 7,25%. Mas
como consideram que para derrubar a inflação a única saída é elevar os juros,
mudaram inteiramente de rota, não sabem aonde chegarão.
A
Europa, em crise de 7 anos, inflação baixa e juros também
Estão dando a impressão de que sairão do drama
econômico e financeiro. Tomaram medidas terríveis, algumas desnecessárias, não
recorreram a essa extravagância de martirizar o cidadão. Os juros sobem, os
preços também, os brasileiros, nas pesquisas, dizem que estão pessimistas.
Os empresários não investem, não há desenvolvimento, o
consumo que deveria ser a base de tudo definha, emagrece, não há “regime” para
engordá-lo. A inflação não dá o menor sinal de queda, desmoraliza os que
governam.
O
presidente do BC, garante em 2013, a inflação de 2014, será bem menor
Em 2012 ficou em 5,84%, bem longe de casa. Agora, em
2014, em 6 por cento cravados, referentes a 2013. O que fazer. É o máximo dos
máximos, na previsão do governo. Se nas ultimas 6 vezes foram aumentado em
0,50%, a quanto deverão chegar os próximos aumentos dos juros, para que a
inflação, pelo menos não suba, fique estável?
A
inflação criminosa
Não existe limite que possa equiparar preços e
inflação. Chegou a 6 por cento, os aumentos de preços, DE TUDO, sobem
descontroladamente. Começam timidamente com 10 por cento, passam velozmente
para 15 ou 20. O que fazer? A alta dos preços destrói todo o possível otimismo,
acabaremos mergulhando num “plano Bresser ou Plano Verão”.
Nos tempos nada saudosos de Sarney, pai de Roseana,
patrocinadora e cúmplice das decapitações do Maranhão. Lá, todos perderam a
cabeça. Os bandidos, os governantes, os cidadãos que só fazem pagar imposto.
Nos
EUA, juros de 0,25 por cento. No Brasil esperamos “passe livre”, nas ruas
Com lamento e amargura publico esses números. 0,25 de
juros, ano depois de ano, a inflação não chega a 1 por cento. Por que nos EUA e
na Europa não existe relação entre juros e inflação?
E esses juros bárbaros atingem todos os setores,
esperamos que em 6 de junho, como estão prometendo, os milhões do “Passe Livre”
voltem às ruas, apenas para mostrar, lembrar, revelar: “Estamos aqui,
representamos verdadeiramente os 200 milhões de brasileiros”.


