REDAÇÃO -
Na avaliação de Queiroz, analista político e diretor de
Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP),
tudo indica que Haddad vai para o 2º turno, por sua qualidade e por ser uma
candidatura muito competitiva.
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| Para Antônio Augusto de Queiroz, estima-se que há uma transferência de votos de Lula para Haddad entre 30% e 40%. |
Depois de diversas tentativas jurídicas para assegurar a
candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de
abril, em Curitiba, a executiva nacional do PT, na última terça-feira (11),
formalizou a chapa da coligação “O Povo Feliz de Novo” com Fernando Haddad como
candidato a presidente e Manuela D’Ávila (PCdoB), vice. Apesar dos
posicionamentos de juristas internacionais e, inclusive, do Comitê de Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), todos favoráveis à manutenção
da candidatura de Lula, a Justiça brasileira não permitiu.
Diante disso, como fica o cenário eleitoral a cerca de 20
dias do pleito? Lula terá capacidade suficiente para transferir os votos que
receberia para o ex-prefeito de São Paulo? Na avaliação de Antônio Augusto de
Queiroz, analista político e diretor do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP), tudo indica que Haddad vai para o 2º turno, por
sua qualidade e por ser uma candidatura muito competitiva. Queiroz vai mais
além: “Acho que numa disputa entre Haddad e Bolsonaro, o Haddad tende a sair
vitorioso, inclusive, porque terá recomendação de apoio de voto do próprio PSDB
e das forças mais à direita do espectro político, que não confiam no estilo
autoritário, como seria o eventual governo do Bolsonaro”.
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PARTIDO DO GENERAL MOURÃO DESISTE DE PEDIR QUE VICE
SUBSTITUA BOLSONARO EM DEBATES
Reportagem de Gilberto Costa na Agência Brasil.
O PRTB desistiu de formalizar recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o candidato a vice-presidência general Hamilton Mourão substitua o companheiro de chapa Jair Bolsonaro (PSL) em debates eleitorais em emissoras de rádio e televisão.
A informação é do próprio PRTB. Segundo a assessoria de imprensa do partido, não houve encaminhamento de recurso formal à Justiça Eleitoral. O partido fez uma consulta informal à Corte e foi orientado no sentido de que “as tratativas [sobre a possibilidade de Mourão substituir Bolsonaro] sejam feitas diretamente com as emissoras”.
Em contato por telefone com a Agência Brasil, Hamilton Mourão afirmou que não irá “substituir Bolsonaro em nada” e que nesta segunda-feira (17) cumprirá agenda própria em São Paulo, “com a Febraban [Federação Brasileira de Bancos], com o pessoal da construção civil [Secovi – Sindicato da Habitação] e com o [José Levy] Fidelix”.
O general mostrou-se satisfeito com a recuperação de Jair Bolsonaro. “Uma maravilha o trabalho que os médicos fizeram tanto [na Santa Casa de Misericórdia] em Juiz de Fora (MG) quanto no [Albert] Einstein”, disse ao assinalar a “força de vontade e a compleição física de Bolsonaro”.



