13.10.15

PARA ONDE VAMOS?

WILSON DE CARVALHO -


Não bastasse o abandono do centro da cidade e, em especial, das Zonas Norte e Oeste, com calçadas ocupadas até por caminhões, muitas transformadas em rampas para entrada de carros;  não bastasse o caos no trânsito,  com desrespeito total, inclusive na ocupação das passagens de pedestres, desrespeitando as leis internacionais de trânsito que obrigam a parar antes da faixa; não bastasse o  abandono de passarelas, com acidentes - alguns fatais - provocadas por falta de manutenção e a circulação de motos; não bastasse o abandono de hospitais, escolas, praças e parques como o Jardim Zoológico,  entre outras áreas de lazer; não bastasse bancas de jornais também transgredindo a própria lei de trânsito internacional, atrapalhando a visão em esquinas movimentadíssimas; não bastasse, enfim, a zorra total que só não acontece na Zona Sul, de elite como ele, o prefeito das obras faraônicas, dos gastos astronômicos, mantém ,  o que é pior, com prejuízo financeiro para os trabalhadores, enormes dificuldades com esta mudança imbecil nos itinerários de ônibus. Por que não esperar, se for o caso, pela inauguração da extensão da Linha 1 do Metrô, chamada mentirosamente de Linha 4, até à Barra?

Absurdos que não param

Mas ele não para. Acaba de inaugurar uma praia artificial numa cidade litorânea  como o Rio.  E prepara o maior parque olímpico do mundo, na Barra da Tijuca. E o VLT que acaba de ser descartado na Georgia, nos EUA, principalmente pelo alto custo e ineficiência para grandes cidades. Obra absurda, aliás, semelhante à Cidade da Música e o Engenhão, presenteado ao Botafogo por apenas R$ 35 mil mensais e em péssimo local para estádio de futebol, tudo por iniciativa do vereador e ex-prefeito César Maia.

O outro irresponsável, o ex-governador Sérgio Cabral, destruiu e desfigurou o Maracanã, sem necessidade, e ainda queria destruir também o Parque Júlio Delamare,  o Célio de Barros, o Museu do Índio e, pasmem, uma escola modelo que faz parte do complexo esportivo do estádio. E sabem o motivo?  Entregar à empreiteira Odebrecht para a construção e exploração de um hotel, shopping e amplo estacionamento. Por força das muitas  pressões da sociedade, Cabral voltou atrás,  mantendo o complexo esportivo,  mas abandonando esse patrimônio, mais grave ainda, mandando destruir a pista de atletismo. Às vésperas de uma Olimpíada.

Louco e irresponsável

Esse Eduardo Paes, em particular, não passa, sobretudo, de mais um político louco e irresponsável.  Antes da praia artificial, ele deveria cuidar dos hospitais, ruas esburacadas, praças, passarelas, escolas, calçadas ocupadas até por caminhões, entre tantas outras agressões à sociedade.  Esses caras teriam que ser processados e impedidos de tantos absurdos, o que as câmaras corruptas, salvo raríssimas exceções, não fazem. Esse louco abandonou o Zoológico, mesmo com notificação do Ipam, em 2012, e agora quer privatizá-lo. Vários animais não mais encontrados, como os leões, por exemplo, devem ter morrido.

Pobres cada vez mais excluídos

Os políticos não querem administrar nada e, sempre, após as privatizações, pobre não tem acesso. Exemplos do Corcovado, Pão de Açúcar, Maracanã, metrô e trens urbanos, estes mais caros e de pior serviço em todo o mundo. Entre outras agressões à sociedade, como a construção de quatro estádios a mais para a Copa do Mundo, quando a exigência da corrupta FIFA é de oito, hoje, praticamente sem função. E vale lembrar que as empreiteiras como a Odebrecht só assumiram a privatização dos principais estádios como o Maracanã, Fonte Nova e Arruda. Entre muitos outros crimes contra a sociedade  que não  aguenta mais esses caras, para não dizer outra coisa.

Brincam com a sociedade

Afinal, para onde vai este país com políticos imbecis e desqualificados, para não dizer outras coisas? Que brincam com o povo? É burrice em cima de burrice, por culpa de secretários e assessores também desqualificados, como exemplo, dois deputados na área dos transportes municipal e estadual e nos esportes com o filho do ex-governador, que deveriam estar trabalhando nas Câmaras, para onde foram eleitos. 

Está aí o exemplo, a nível estadual, do fracasso da segurança e, o que é pior, o roubo generalizado em todo o país, corrupção que não para, entre outros desastres, verdadeiras marcas registradas do Brasil e que nos envergonham no exterior. Para onde vamos, afinal, com essa gente (?) que não nos deixa esperança de dias melhores, pois já estão colocando em seus lugares os próprios filhos, em especial?  Trazendo de volta as capitanias hereditárias.  Para isso, se servindo da obrigatoriedade do voto e de eleições eletrônicas (fraudulentas) para se perpetuarem no poder, conforme acontece, em especial, em Brasília. 

Onde vamos parar?