WILSON DE CARVALHO -
Não bastasse o abandono do centro da cidade e, em especial,
das Zonas Norte e Oeste, com calçadas ocupadas até por caminhões, muitas
transformadas em rampas para entrada de carros; não bastasse o caos no trânsito, com desrespeito total, inclusive na
ocupação das passagens de pedestres, desrespeitando as leis internacionais de
trânsito que obrigam a parar antes da faixa; não bastasse o abandono de passarelas, com acidentes
- alguns fatais - provocadas por falta de manutenção e a circulação de motos;
não bastasse o abandono de hospitais, escolas, praças e parques como o Jardim
Zoológico, entre outras
áreas de lazer; não
bastasse bancas de jornais também transgredindo a própria lei de trânsito
internacional, atrapalhando a visão em esquinas movimentadíssimas; não
bastasse, enfim, a zorra total que só não acontece na Zona Sul, de elite como
ele, o prefeito das obras faraônicas, dos gastos astronômicos, mantém , o que é pior, com prejuízo financeiro
para os trabalhadores, enormes dificuldades com esta mudança imbecil nos
itinerários de ônibus. Por que não esperar, se for o caso, pela inauguração da
extensão da Linha 1 do Metrô, chamada mentirosamente de Linha 4, até à Barra?
Absurdos que não param
Mas ele não para. Acaba de inaugurar uma praia artificial
numa cidade litorânea como
o Rio. E prepara o maior
parque olímpico do mundo, na Barra da Tijuca. E o VLT que acaba de ser descartado na
Georgia, nos EUA, principalmente pelo alto custo e ineficiência para grandes
cidades. Obra absurda, aliás, semelhante à Cidade da Música e o Engenhão,
presenteado ao Botafogo por apenas R$ 35 mil mensais e em péssimo local para
estádio de futebol, tudo por iniciativa do vereador e ex-prefeito César Maia.
O outro irresponsável, o ex-governador Sérgio Cabral,
destruiu e desfigurou o Maracanã, sem necessidade, e ainda queria destruir
também o Parque Júlio Delamare, o
Célio de Barros, o Museu do Índio e, pasmem, uma escola modelo que faz parte do
complexo esportivo do estádio. E sabem o motivo? Entregar à empreiteira Odebrecht para
a construção e exploração de um hotel, shopping e amplo estacionamento. Por
força das muitas pressões
da sociedade, Cabral voltou atrás, mantendo
o complexo esportivo, mas
abandonando esse patrimônio, mais grave ainda, mandando destruir a pista
de atletismo. Às vésperas
de uma Olimpíada.
Louco e irresponsável
Esse Eduardo Paes, em particular, não passa, sobretudo, de
mais um político louco e irresponsável. Antes
da praia artificial, ele deveria cuidar dos hospitais, ruas esburacadas,
praças, passarelas, escolas, calçadas ocupadas até por caminhões, entre tantas
outras agressões à sociedade. Esses
caras teriam que ser processados e impedidos de tantos absurdos, o que as
câmaras corruptas, salvo raríssimas exceções, não fazem. Esse louco abandonou o
Zoológico, mesmo com notificação do Ipam, em 2012, e agora quer privatizá-lo.
Vários animais não mais encontrados, como os leões, por exemplo, devem ter
morrido.
Pobres cada vez mais excluídos
Os políticos não querem administrar nada e, sempre, após as
privatizações, pobre não tem acesso. Exemplos do Corcovado, Pão de Açúcar,
Maracanã, metrô e trens urbanos, estes mais caros e de pior serviço em todo o
mundo. Entre outras agressões à sociedade, como a construção de quatro estádios
a mais para a Copa do Mundo, quando a exigência da corrupta FIFA é de oito,
hoje, praticamente sem função. E vale lembrar que as empreiteiras como a
Odebrecht só assumiram a privatização dos principais estádios como o Maracanã,
Fonte Nova e Arruda. Entre
muitos outros crimes contra a sociedade que
não aguenta mais esses
caras, para não dizer outra coisa.
Brincam com a sociedade
Afinal, para onde vai este país com políticos imbecis e
desqualificados, para não dizer outras coisas? Que brincam com o povo? É
burrice em cima de burrice, por culpa de secretários e assessores também
desqualificados, como exemplo, dois deputados na área dos transportes municipal
e estadual e nos esportes com o filho do ex-governador, que deveriam estar
trabalhando nas Câmaras, para onde foram eleitos.
Está aí o exemplo, a nível estadual, do fracasso da segurança
e, o que é pior, o roubo generalizado em todo o país, corrupção que não para,
entre outros desastres, verdadeiras marcas registradas do Brasil e que nos
envergonham no exterior. Para onde vamos, afinal, com essa gente (?) que não
nos deixa esperança de dias melhores, pois já estão colocando em seus lugares
os próprios filhos, em especial? Trazendo
de volta as capitanias hereditárias. Para
isso, se servindo da obrigatoriedade do voto e de eleições eletrônicas
(fraudulentas) para se perpetuarem no poder, conforme acontece, em especial, em
Brasília.
Onde vamos parar?



