14.1.14

LULA É PRÉ-CANDIDATO A PRESIDÊNCIA EM 2014?

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

O governo da presidenta Dilma Rousseff pode até mostrar projetos sociais a exemplo do Minha Casa Minha Vida, o Pronatec - Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, e o Mais Médicos, mesmo assim continuará devendo e muito para a sociedade brasileira, notadamente com relação à infraestrutura dos transportes, os gastos com estádios, a situação caótica dos aeroportos, a insegurança, inclusive nos presídios, o descontrole dos gastos públicos, e a total apatia com a remuneração dos professores.

O termômetro político estará nas manifestações próxima a Copa do Mundo. E mesmo que assim pensem os governistas otimistas, de que essas não deverão ter a abrangência das manifestações de junho de 2013, elas acontecerão de forma compacta, por todo país, e alguns estados às manifestações serão de adversários políticos, notadamente no nordeste, onde Lula da Silva e o PT apostam suas fichas na reeleição.

Com os adversários ainda na nebulosa eleitoral, a exemplo do governador de Pernambuco Eduardo Campos e do senador mineiro Aécio Neves, a presidenta Dilma, embora não navegue em “águas turvas”, pode ver seu sonho de reeleição ir a pique, porque, segundo fonte intima do ex-presidente Lula da Silva, (este está sendo pressionado), e se Dilma sofrer uma queda na pesquisa, o petista poderá lançar sua candidatura ao Planalto. Embora pretenda adiar o máximo possível sua entrada no jogo político, Lula quer se manter na posição exclusiva de articulador. Uma espécie de biombo, para que não tenha que responder a ataques ou entrar no bate-boca de campanha, onde certamente terá que explicar o “não sabia” do mensalão.

Na verdade Dilma não é tão favorita. Até o final de 2013 mantinha 41% nas pesquisas (fonte Ibope), já no inicio deste ano, subiu para 43%, mas isso num universo onde apenas um terço do eleitorado tem seu pré-candidato. Com as manifestações pré Copa, e a saraivada de acusações de irregularidades no governo, o descontentamento dos aliados nas composições eleitorais e as majoritárias nos seus estados, servirão para fermentar o jogo das eleições, onde o PT estará no centro da discussão, e Dilma relegada a um segundo plano.

Existe ainda outro ingrediente, que de fonte fidedigna me chama atenção. No lançamento da candidatura de Dilma, Lula teria entre outros acertos, definido que não estaria descartada a sua candidatura em 2014. Dilma se calou, se comportou como um poste, ganhou a eleição, e pode pagar o preço daquele momento. Afinal, discutir apenas quem será ou não candidato a presidência, essa não é a questão central dos opositores, e sim apenas dos próprios membros do governo e do PT.