HELIO FERNANDES -
Desde o inicio, especialistas competentes e respeitados,
proclamaram: "Crimes encomendados como esse, são resolvidos em 4 ou 5
dias, ou ficam insolúveis para sempre". E concluíam, todos: "Os
interesses e os acumpliciamentos são tão poderosos, que se constituem numa
força invencível e incontrolável". È o que está acontecendo.
Desde o inicio do crime, não havia duvida: os mandantes,
os que seriam totalmente favorecidos pelo desaparecimento da vereadora,
milicianos ou policiais militares corruptos da "banda podre" da
organização. Eu mesmo me fartei de registrar essas participações, as mais
visíveis. Fora desses criminosos e marginais, nenhum suspeito. Pois Marielli
não tinha inimigos pessoais, os que se consideravam inimigos, eram os que sabiam
que suas roubalheiras e fortunas provenientes do "governo paralelo"
que dominavam,seriam atingidos pelas denuncias delas.
Agora, esses que dominam e controlam a investigação, (me
recuso a chamá-los de responsáveis ou autoridades) tomaram decisão vergonhosa, ultrajante,
deprimente, imoral, ilegal e irresponsável. Mas que demonstra o poder que
controlam. O delegado que fazia a investigação, deu sinais de que estava perto
de denunciar mandantes.
Foi imediatamente nomeado "para fazer cursos na
Itália", embarcou em 48 horas, se recusasse,seria demitido. Aceitando como
aceitou, tem tudo pago, hotel, refeições e despesas, alem de receber,
integralmente, o altíssimo salário. Com isso, cometeram ato criminoso
gravíssimo, dentro de um episodio todo ele de criminosos notórios, policialesco
a favor.
Esses que tomam decisões atrevidamente ilegais deveriam
ser afastados dos cargos, processados, investigados, condenados e presos.
PS- Mas quem poderia responsabilizar os autores dessa
contraditória decisão?
PS2- A área é do ex-todo poderoso duplo ministro Sergio
Moro. Só que ele já foi tão desconsiderado por Bolsonaro, que
se sente desalentado, se cumprir a obrigação e o dever.
A MÚMIA, O GENÉRICO E OS CÍNICOS. TRISTE FIM DA ABI
PS – Sem a menor perspectiva de voltar a ser a entidade
que se notabilizou por sua luta pela democracia e a liberdade de
imprensa, A Associação Brasileira de Imprensa – ABI, vai realizar
eleição para escolha de um terço do seu conselho e da diretoria e seu
presidente.
PS2 – Notícias que chegam são desastrosas. A atual
diretoria se esfacelou, dois diretores que nunca contestaram os
desmandos do atual presidente, o “apresentador de TV genérico”,
Domingos Meireles, prometem montar uma chapa para e derrubar o pior
dirigente de toda sua história associativa. São aventureiros, e
representam tudo aquilo que nunca deu certo. Ou seja: são refugos da
atual diretoria.
PS3 – Contas desconexas, dívidas incalculáveis, dezenas
de ações judiciais, inclusive com ação do Ministério Público do
Trabalho - MPT, a sede, que é um descaso arquitetônico, tamanho o
abandono em que se encontra. Empregados desestimulados, e a total
ausência do seu presidente a frente da administração, forma o quadro
melancólico e com sinais de fadiga, e o fim da linha para a ABI.
PS4 – Uma nova chapa está se formando, composta de quase
uma centena de abnegados que acreditam poder mudar o rumo dos acontecimentos. Prometem
uma administração enxuta, esmerada unida com seus trabalhadores, que
torcem pela ressurreição da instituição.
Este decano conselheiro, torce que dê certo. Onde há
vontade e astúcia é possível obter êxito.



