EMANUEL CANCELLA -
A indicação de Moro para o ministério da justiça, parafraseando o Juca Kfouri, equivale ao juiz de futebol que é carregado nos ombros pela torcida, festejando a vitória através de um pênalti que ele marcou, pênalti esse, que, na verdade, foi roubado, não existiu.
A delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, vazada por Moro a seis dias das eleições do primeiro turno, mesmo com o MPF proibindo-a por falta de provas, é muito mais que um mero pênalti na partida de futebol (6,7).
Enquanto o pênalti resulta em um gol, o vazamento de Moro turbinou os votos de Bolsonaro e, além de congelar os de Fernando Haddad, alavancou sua rejeição.
Moro fez mais com o vazamento: derrotou Dilma, que era líder absoluta em todas as pesquisas ao senado de Minas Gerais e Eduardo Suplicy em São Paulo. Moro faz jus a um superministério.
Alberto Fraga, deputado federal do DEM de Brasília e provável ministro de Bolsonaro, já causou revolta entre os bolsominions.
Fraga é condenado e preso por recebimento de propina. Vale lembrar que a presidente Dilma foi impedida de governar pela pratica, nunca provada, de “pedaladas Fiscais”. Pedaladas agora é lei (9). Além disso, MiShell Temer, de forma inédita na história do Brasil foi denunciado por corrupção por três vezes e governa tranquilo (8).
Essa história de barrar ministro só valeu para Lula no governo Dilma: Alberto Fraga está preso no regime semiaberto. Vai passar o dia no ministério e a noite vai para a cadeia (1,2)!
Já o Alexandre Frota é convidado ao ministério da Cultura no governo de Bolsonaro (3).
Segundo o Wikipedia, Frota: “é um ator, diretor, ex-ator pornô, ex-modelo, ex-comediante, ex-jogador de futebol americano, ex-apresentador, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL). Nas eleições de 2018, foi eleito deputado federal por São Paulo”.
Não tenho nenhum problema com a profissão que ele exerceu, mas para quem pautou a campanha baseada nas mentiras do kit gay e na farsa da legalização da pedofilia, ser apoiado por dois pastores protestantes, Edir Macedo e Silas Malafaia, é muita contradição!
Diante de todas as críticas, principalmente daqueles que votaram nele e esperavam o melhor para o Brasil, fica como sugestão o lema do deputado Tiririca PR/SP: “Pior que está não fica!”
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