REDAÇÃO -
Os 16 milhões de litros de etanol adulterado com metanol
identificados pela ANP em postos da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro,
motivaram ações do Ministério Público Estadual e podem resultar na cassação da
inscrição estadual de três gigantes do mercado de distribuição de combustíveis
no Rio de Janeiro. A fraude ocorreu em novembro do ano passado e foi a maior
apreensão da história.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou no dia 9
de fevereiro com três mega ações contra as principais distribuidoras de
combustíveis do Brasil (BR Distribuidora, Ipiranga, Esso/Shell). Os processos
(ações civis públicas) levam os números 0035834-49.2017.8.19.0001,
0035667-49.2017.8.19.0001 e 0035880-49.2017.8.19.0001.
O
MPE pede a cassação da inscrição estadual da empresas — ou seja, o fechamento
dessas empresas no Rio de Janeiro. Esse caso é aquele que envolve a venda de
etanol adulterado com metanol em novembro do ano passado e que até hoje não
gerou qualquer sanção da parte da Agência Nacional de Petróleo. (via 247) Confira as ações aqui, aqui e aqui.
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Por que o preço da gasolina não baixa no Brasil?
Faz
quatro meses que a Petrobras anunciou uma nova política de preços da gasolina e
do diesel. Com a regra, os valores são reajustados de acordo com o mercado
internacional. Mas, na prática, o que acontece no exterior não está sendo
sentido por quem abastece o carro.
Desde
outubro de 2016, a Petrobras fez três reajustes para baixo no preço da gasolina
e um aumento. Entretanto, o valor médio cobrado na bomba só subiu.
Nesse período, passou de R$ 3,66 para R$ 3,76 por
litro, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis). A alta é de 2,73%.
Na última alteração, um leve sinal de queda chegou
aos postos. A gasolina ficou, em média, R$ 0,01 mais barata.
O litro do diesel subiu de R$ 3 para R$ 3,11 em
quatro meses: alta de 3,66%. Apesar disso, a Petrobras havia reajustado os
preços para baixo em três ocasiões. Em apenas uma houve elevação.
A estatal destaca que “como a lei brasileira
garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões
feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao
consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia
de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”.
A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio
de Combustíveis e de Lubrificantes) alega que as distribuidoras não estão
repassando as quedas. (via Portal R7)



