ILUSKA LOPES -
E agora
José? Fim dos Jogos. Recentemente o editor Daniel Mazola escreveu: “(...) mesmo
anestesiado pela beleza das Olimpíadas e bestializado pela mídia hegemônica o
povão ainda vai cair na real”. Tá chegando a hora!
"Não há nada de novo sob o sol", disse Eclesiastes há milhares
de anos, não foi diferente na Rio 2016. O que mais se viu foi o velho ufanismo inflado pelas grandes
empresas de comunicação, interesses mil... mesmo com muita paciência foi duro
ter que aturar o som alto das televisões da vizinhança durante a reprodução
sintética do Hino Nacional do Brasil seguida das vinhetas ufanistas
"Bra-sil-sil-sil" de Édimo Zariffe por ocasião da entrega das
medalhas do voleibol e do futebol masculino. Exaltação promovida na maioria por
gente alienada ou indiferente aos ataques ao patrimônio do povo brasileiro.
"Nacionalismo" de superfície a gente vê por aqui.
Foram 19
pódios para o Brasil, mas o número de medalhas não foi nem de perto o
necessário para bater a meta do governo federal e do Comitê Olímpico do Brasil, de ficar
entre os 10 primeiros países no ranking de total de medalhas.
Terminamos
os Jogos do Rio em 13º no ranking com sete ouros, é verdade que o país bateu o recorde de
Atenas 2004, quando foram conquistadas cinco medalhas, mesmo assim continuamos
muito longe do prometido e do nosso verdadeiro potencial. Ainda é um fiasco em
matéria de pódios.
Para não
acharem que sou pessimista vale ressaltar o que realmente foi memorável. No encerramento dos Jogos - na
arena Maracanã - exaltaram o que temos de mais bonito culturalmente, nossa
música e as escolas de samba, as maiores forças culturais e vitais do Rio de
Janeiro desde a década de 1930. Sensacional, emocionante, mas e agora José?



