MARINO D ICARAHY -
Tirando os sargentos e as superações pessoais e
coletivas, bem como os atletas que ganham muito dinheiro (como os do vôlei
masculino e os do futebol), o desempenho do Brasil foi muito abaixo do
esperado, que era dobrar o número de medalhas da última Olimpíada e ficar entre
os dez países mais medalhados, principalmente considerando que os jogos
aconteceram aqui.
O judô, só para dar exemplo, foi um fiasco. Claro! Não
houve o planejamento e o apoio indicados. Me lembro quando foram
apresentados os primeiros esboços de planejamento e da politicagem de sempre,
privilegiando "panelinhas" e apaniguados, com parcos recursos sendo
disputados pelo oportunismo costumeiro, deixando de lado as reais
possibilidades de um trabalho consequente.
Se o judô tivesse realmente feito o dever de casa, com
a antecedência e a competência indicadas, o resultado poderia ser outro, pois
temos atletas maravilhosos, mas sem nenhuma estrutura para cumprir um
planejamento científico, profissional, capaz de colocá-los à altura dos competidores
estrangeiros.designados como adversários.
O TERRORISMO NÃO VEIO ÀS OLIMPÍADAS
Dessa forma, fica mais uma vez provado que
a "Lei Dilma" contra o terrorismo era completamente desnecessária. Só
serviu para os ensaios ridículos e cruéis protagonizados por esse Ministro da
Justiça fascista. As Olimpíadas terminaram, o terrorismo não veio, mas a
nefasta Lei Antiterrorismo ficou, para servir de instrumento repressivo desse
Estado policial, fascista e terrorista.



