REDAÇÃO -
O prefeito Washington Quaquá assinou nesta sexta-feira
(11/03) um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra para a
criação de uma Unidade de Produção Agroecológica em Maricá (RJ). O espaço, que
deverá ser montado numa área em Bambuí, vai produzir principalmente hortaliças
e oferecer capacitação para produtores locais e também nas escolas, que terão
prioridade no recebimento da produção destinada à merenda escolar, com o
excedente voltado para feiras a serem montadas nos bairros.
Além do prefeito, assinaram o documento Joaquim Pinheiro
(membro da direção nacional do MST) e Ana Paula Botelho, presidente da
Cooperativa de Trabalho em Assessoria de Empresas Sociais de Assentamentos da
Reforma Agrária (Coopemar), que será responsável pela gestão. Segundo o
prefeito, a ideia é criar uma rede de sustentabilidade alimentar a exemplo
do que ocorre em cidades europeias como Marinaleda, na Espanha. “Vamos usar
também o sistema da moeda Mumbuca para impulsionar essa nova economia, um novo
mercado voltado para o povo”, afirmou o prefeito, que pediu ainda ao secretário
adjunto de Educação, Daniel Neto, que a merenda escolar passe a ser composta
integralmente de itens produzidos em cooperativas familiares nos próximos
meses.
O secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá, Rubem Pereira, explicou que há uma diferença entre produtos orgânicos e os agroecológicos. “Os orgânicos ainda admitem uma pequena porcentagem de pesticidas químicos. Para os agroecológicos, a quantidade é zero. São produtos ainda mais puros que no processo orgânico”, esclareceu ele.
O secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá, Rubem Pereira, explicou que há uma diferença entre produtos orgânicos e os agroecológicos. “Os orgânicos ainda admitem uma pequena porcentagem de pesticidas químicos. Para os agroecológicos, a quantidade é zero. São produtos ainda mais puros que no processo orgânico”, esclareceu ele.
Para o diretor do MST, trata-se de um momento histórico.
“Temos condições de fazer de Maricá o primeiro exemplo nacional de uma reforma
agrária plena, com comunas de produção agrícola”, disse Joaquim Pinheiro,
informando ainda que o movimento fez uma doação de 1,5 tonelada de produtos
orgânicos para as vítimas das enchentes em Maricá. A cerimônia foi encerrada
com o grupo entoando a canção “O Cio da Terra” (de Milton Nascimento e Chico
Buarque).
Prefeitura solicita e Caixa Econômica fará reparos nos
apartamentos do MCMV de Itaipuaçu
Os apartamentos do Residencial Carlos Marighella, do programa
Minha Casa Minha Vida, em Itaipuaçu, serão reformados, como previsto em
contrato, pela Caixa Econômica Federal. A decisão foi acordada em reunião entre
representantes da Prefeitura, da CEF e acompanhada pela deputada estadual
Rosangela Zeidan. Serão feitos reparos nas portas, redes elétrica e hidráulica,
pintura e substituição de revestimento ou piso que tenha sido danificado
pelo temporal do dia 29/02. “Não se trata de indenização. São reparos previstos
no contrato de construção da Caixa”, explica a coordenadora do Minha Casa Minha
Vida de Maricá, Lene Oliveira. “Quem já fez o reparo não será indenizado”,
acrescentou.
A Prefeitura também conseguiu, junto à Caixa, o prazo de
carência de 90 dias para pagamento das prestações dos apartamentos. “A
responsabilidade por todos os reparos é da Caixa por conta do contrato”, frisou
Lene. Também participaram da reunião o Procurador Geral do município, Fabrício
Porto; os secretários adjuntos Marcos Câmara (Obras) e Mauro Ramos (Direitos
Humanos e Participação Popular); representantes da Superintendência
Centro-Leste Fluminense da Caixa, Marcelle Sardinha e Felipe Foureau; além de
Pablo Sarmento da Matriz da Caixa.
*Com informações da coordenação de comunicação da
Prefeitura de Maricá.



