ALCYR CAVALCANTI -
No inicio da tarde grupo de manifestantes em frente ao
Palácio do Planalto protestam contra a indicação de Lula anunciada pela
presidente em coletiva. A presidente Dilma deu entrevista coletiva sobre
mudanças de ministério e rumos da economia e principalmente em relação á vinda
do ex-presidente Lula para o governo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula vai
assumir a Casa Civil da Presidência da República no lugar de Jacques Wagner com
plenos poderes. O cargo é de fato um ministério privilegiado, com um gabinete
no palácio do Planalto um andar acima da sala da presidente Dilma que está
reunida com Lula e ministros de sua confiança. Aloisio Mercadante ministro da
educação do círculo de pessoas da presidente, não foi chamado e pode perder o
cargo por ter sido citado pelo senador Delcídio Amaral na delação premiada em
gravações que podem comprometer mais ainda o Partido dos Trabalhadores e que
desagradaram profundamente Dilma Roussef. Para ela a gravação se tornada a
pública deveria ter sido na íntegra e não partes dela, que podem modificar o
sentido da peça integral.
Na prática o ex-presidente Lula ameaçado de prisão preventiva
na Operação Lava-Jato conduzida pelo Juiz Sergio Moro no Paraná pode ter seu
processo transferido para o Supremo Tribunal Federal-STF com a prerrogativa de
ser julgado em foro privilegiado. Para a oposição foi uma blindagem para
proteção de Lula, e pretendem recorrer com o argumento de obstrução da justiça
em benefício próprio. Poderia haver também mudanças na política
econômica em relação ao crédito principalmente para pequenas e médias
empresas. Em relação às reservas Dilma disse que "Eu e
Lula construímos nossas reservas. Existem apenas especulações que só
beneficiam aqueles que querem desconstruir a nação". E completou que
vamos continuar firmes em relação ás nossas reservas, o resto são especulações
e o Ministro Nelson Barbosa não vai sair do governo.



