ILUSKA LOPES -
O prefeito-pinóquio do Rio de Janeiro Eduardo Paes negou, em
nota, que tenha sido procurado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), à época da
CPI dos Correios, "para pedir a postergação da quebra de sigilo bancário
ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto".
A nota do prefeito é uma resposta a trechos da delação
premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que indicou a participação de
Aécio Neves na maquiagem de dados do Banco Rural, em troca de pagamentos da
empresa Furnas, no âmbito da CPI dos Correios.
Pinóquio Paes na época era deputado pelo PSDB-RJ e integrante
da CPI. Hoje como sabemos ele está no PMDB, e informou que desconhece que tenha
havido maquiagem em quaisquer dados. Destacou que o trabalho de investigação
foi acompanhado por técnicos do Tribunal de Contas da União e do Banco Central.
O prefeito-pinóquio concluiu dizendo "que tem muito
orgulho de ter participado da CPI dos Correios com sub-relator e ter ajudado,
com as investigações e fatos apurados, a denunciar esquema de desvio de
dinheiro público". E o nariz não parou de crescer...
Página do facebook defende volta da ditadura e recebe
críticas nas redes
Antas, jegues e amebas continuam de plantão, agora nas redes
sociais. A página do Facebook chamada "Militares e Reservistas do Exército
Brasileiro" postou uma foto no último domingo (13) que pedia a volta da
ditadura militar no Brasil e recebeu diversas críticas em forma de piada nos
comentários.
A imagem de uma farda com os dizeres "se for preciso a
gente veste outra vez" vinha com a seguinte proposta: Comente seu nome de
guerra e guerreiro.
A foto viralizou e os internautas não perdoaram a deixa e não
faltaram piadas com nomes de guerra. Em um dos comentários dizia que o seu nome
é "Daenerys Targaryen. A verdadeira rainha de Westeros. Chocadeira
de dragões", fazendo uma brincadeira com a personagem da série "As
Crônicas de Gelo e Fogo". Outra internauta disse que seu nome de guerra
era "Stephany Lusho e Sedução pronta pro combate".
Em nenhum momento os administradores da página responderam os
comentários ou apagaram o post.
Essas amebas nazistas talvez não saibam que a famigerada
ditadura durou 21 anos (1964-1985) e oficialmente causou a morte de 434 pessoas
e outras 210 ainda estão desaparecidas. Mais de 300 pessoas, entre militares,
agentes do Estado e os ditadores da República, foram responsabilizadas por
essas ações ocorridas no período que compreendeu a investigação. O levantamento
foi feito pela Comissão Nacional da Verdade durante dois anos e sete meses de
trabalho.
Essas amebas querem um repeteco disso?
*Com informações da Agência Brasil, R7 e Reuters.



