Por ALINE SOUZA -
"Até o dia 04 de novembro de 2015, Dante era aluno da Escola Semear Desafio, em Vila Valqueire.
Até o dia 04 de novembro, ele era igual aos demais amiguinhos de classe.
Até o dia 04 de novembro ele não sabia o que era racismo.
No dia 04 de novembro, um colega disse que não iria lhe emprestar um brinquedo por conta da cor de Dante.
A escola nada fez. Fiquei sabendo do episódio porque Dante verbalizou. Dante não entendeu a gravidade, mas não gostou. Fui à escola, na qualidade de mãe, de negra, de advogada para procurar saber, depois de 24h do relato por que nada havia sido feito para sanar aquela fala infeliz. Comentei que deveria haver um trabalho junto com as famílias, porque por muitas vezes crianças repetem pensamentos e falas de casa.
A professora afirmou que não fez nada no dia para não constranger a mãe do aluno. A diretora não sabia o que fazer e marcou uma reunião com a mãe da outra criança. Aí eu tive a certeza da minha teoria. A sra. Mãe, não conversou, gritou e me agrediu. A diretora enjaulou a criatura que se acalmou com a chegada da PM chamada por mim.
Solicitei à diretora que fosse à DP para contar a verdade. Ela se negou. A mulher disse em sua defesa que Dante chamou o filho dela de branco azedo e que eu a ameacei.
Coitada desta criança!
E o Dante? Passou de vítima a algoz.
E a escola se mostrou inábil a lidar com as crianças e com a inércia dos responsáveis trouxe mais desgastes à primeira vítima.
Não deixei Dante continuar em uma instituição que incompetente!
Semear desafio é fácil, colher soluções e aprendizado, nesta escola, impossível.
Por favor, podem compartilhar." #CasoDante #SomosTodosDante
*Aline Souza é Advogada e Mãe do menino Dante de apenas 5 anos.



