6.6.15

"CHAPA" BARBOSA-FROSSARD CRESCE COM CRISE MORAL-ECONÔMICA-INSTITUCIONAL. ELEITORADO ESTÁ DE "SACO CHEIO" DA POLÍTICA NACIONAL, OUTROS "SALVADORES DA PÁTRIA" AINDA PODEM SURGIR

DANIEL MAZOLA - 


Nos últimos dias a saudável e livre manifestação política nas redes sociais começou a viralizar uma curiosa antecipação da aparentemente distante sucessão presidencial de 2018. Milhares, talvez milhões de internautas, lançaram uma chapa que pode colocar as barbas do chefão Lula de molho (e de outros cotados como o playboyzinho Aécio Neves, a "divisora" Marina Silva e o "picolé de chuchu" Geraldo Alckmin) Joaquim Barbosa, para presidente, e Denise Frossard, para vice.

Os petistas o consideram o capeta encarnado, mas para muitos Barbosão virou herói nacional ao detonar os mensaleiros, e a Juíza Denise, no TJ-RJ, foi quem peitou e cumpriu o dever de condenar os até então intocáveis chefões da contravenção zoológica carioca, os "bicheiros", de forma bastante corajosa.

Barbosa se manifestou publicamente sobre a ideia dizendo em entrevista que não pretende ingressar na política partidária. Já Denise Frossard entrou, de forma séria, na "brincadeira" (que pode se transformar em algo politicamente sério, se realmente houver uma organização política em torno de propostas concretas na construção de um Projeto Nacional fundamentalmente federalista). A juíza afirmou: "Como sou Parlamentarista proponho Sérgio MORO para Primeiro Ministro! Pronto! Questão resolvida!".

Esse lançamento virtual de uma "campanha" fora de hora, capaz de angariar muitos adeptos nestes tempos bicudos da crise moral-econômica-institucional, é um indicador do descontentamento completo manifestado pelo senso comum do cidadão-contribuinte-eleitor. A maioria dos indivíduos, nos espaços públicos e na internet, repete o desabafo: "Estou de saco cheio da política brasileira".

Por hora essa “chapa” virtual é apenas ensaio para sondar o eleitorado, que está de "saco cheio" e quer mudanças nos rumos da política nacional. A polarização entre PT e PSDB, as mesmas práticas administrativas-econômicas evidencia que as duas faces da mesma moeda política-econômica, são partidos desacreditados, pró-imperialistas e a serviço do grande capital.

Mas embora PT e PSDB apresentem a prática política muito semelhante em quase todos os aspectos, não são iguais. A diferença está no método de ação política de cada um desses partidos que decorre da sua relação com as massas. O PSDB apoia-se diretamente sobre o esmagamento e a desorganização das massas e sobre a burguesia, o PT usa de demagogia e do seu controle das organizações operárias.

Apesar dessas pequenas diferenças, com esse modus operandi muito semelhante, PT e PSDB estão levando as massas a ficarem cada vez mais de "saco cheio". Assim o espaço vai se abrindo para novos "salvadores da pátria" ou paraquedistas de plantão. A burguesia agradece! Mas até quando? 2018, se ocorrer, está em aberto e será o maior vale tudo das sucessões desde a República Velha. Será que o povão verá o início de um verdadeiro Projeto de Nação ou continuaremos com obstáculos antigos e um permanente freio à luta das massas. 

Veremos...