INFORMAÇÃO LIVRE

30.5.15

BLATTER REELEITO EM MEIO A UM MAR DE LAMA. PLATINI PRETENDE RETIRAR PAISES EUROPEUS DA FIFA

ALCYR CAVALCANTI -


A política de alianças feita à velha maneira da troca de favores ou mesmo em espécie prevaleceu, o continente africano garantiu a permanência de Joseph Blatter que venceu a eleição sem precisar ir ao segundo turno, devido à desistência do príncipe Ali Hussein da Jordânia para mostrar a fragilidade de uma 'democracia" mal conduzida onde prevalecem a troca de favores,ou benesses, onde a corrupção é a regra. As prisões, suspeitas de corrupção e ameaças da retirada dos países da Europa membros da UEFA parecem não ter abalado o presidente da FIFA que fiel aos conselhos de João Havelange que "reinou" na maior entidade desportiva do mundo durante décadas,  parece que vai se eternizar no poder, fazendo lembrar alguns países onde os dirigentes usam de todos os recursos para "não largar o osso".

As denúncias feitas pela policia norte americana, o FBI em conjunto com as autoridades da Suíça são de fato uma clara violação a uma soberania nacional, uma clara invasão em outro país, como aliás tem feito a "policia do mundo", em quase todos os continentes. As duras críticas do Ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov quando declarou que  "A atitude em relação às prisões de dirigentes da FIFA se tratam de outro caso ilegal extraterritorial da lei norte americana. Espero que os Estados Unidos parem de tentar fazer justiça além de suas fronteiras".  As prisões e tentativas de extradição vem mostrar que a "guerra fria" não acabou, está mais viva do que nunca, e as acusações todas fundamentadas fazem parte do jogo geopolítico desde que a Rússia foi escolhida como sede da Copa 2018 e os Estados Unidos foram preteridos pelo Catar na Copa 2022. Não é sem motivo que o principal opositor de Blatter é o príncipe Ali Al Hussein da Jordânia. Desde 1999, um ano depois de ter sido colocado no poder pelo seu padrinho político Jean Marie Havelange acusações pairam sobre Blatter. As eleições de 1998, quando começou seu reinado, foram colocadas sob suspeita com sérias acusações por parte do escritor David Yallop em sua obra How  They Stole The Game, com o título em português de Como Eles Roubaram o Jogo,Segredos e Subterrâneos da FIFA, em que a eleição de 1998 teria sido fraudada para iniciar a Era Blatter sob a orientação da dupla Havelange/Teixeira. Em 2001 o escândalo da ISL empresa Suíça de marketing esportivo veio trazer à tona um mar de lama envolvendo João Havelange e Ricardo Teixeira, que teria recebido U$9,5 milhões em propinas da ISL para garantia de direitos de exclusividade em patrocínio e na retransmissão de jogos da Copa do Mundo, dinheiro obtido por meio de empresas de fachada. A ISL que já havia feito negócios com o Flamengo e com o Grêmio de Porto Alegre acabou com um pedido de falência, encerrando suas atividades fraudulentas.

Teixeira afastado da CBF  saiu do Brasil fixou residência em Boca Ratton nos Estados Unidos, de onde saiu repentinamente há dias atrás quando o FBI iniciou a caçada aos dirigentes da FIFA. Ricardo Teixeira está no Brasil em paradeiro desconhecido. Apesar de toda confusão Joseph Blatter diz estar perplexo com o ódio por parte dos dirigentes da UEFA, em especial com "um dirigente", que é com certeza Michel Platini. Platini, que conseguiu os votos da UEFA para o candidato da oposição, ameaça retirar os países europeus da FIFA, o que poderá acontecer dia 06 de junho, após a final entre Barcelona e Juventus. Para o escritor Andrew Jennings que diz ter cedido documentos para o FBI, relativos à corrupção no futebol, "A Máfia perto da FIFA é uma brincadeira de crianças", uma verdadeira e compacta rede de corrupção com tentáculos em 209 países, inclusive ( ou principalmente) no Brasil, o "País do Futebol".