5.3.15

JOSÉ DIRCEU PODE SER GRANDE ESTRELA NA NOVA CPI. SUB-RELATORES JÁ FORAM DEFINIDOS

Por CLÁUDIO HUMBERTO - Via Diário do Poder -

Ministro de Lula já consta de vários requerimentos de convocação. 

O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, condenado à prisão por chefiar a quadrilha do mensalão, está entre as figuras mais requisitadas para prestar depoimento na nova CPI da Petrobras, na Câmara. Dos 264 requerimentos já apresentados, propondo convocações, Dirceu rivaliza com acusados no roubo à Petrobras, como o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor Paulo Roberto Costa e diretores de empreiteiras.

Deve ser rejeitada a convocação, na CPI, da perua Val Marchiroi, que teve generosos empréstimos do Banco do Brasil de Aldemir Bendine.

Ex-BB e atual chefão da Petrobras, Bendine é quem vai depor na CPI. Aí serão inevitáveis perguntas sobre suas relações com Val Marchiori.

Poucas semanas depois de assumir a presidência, Bendine já começou a reforma na Petrobras. Mas só na arrumação dos gabinetes.

Sub-relatores da CPI da Petrobras já foram definidos 

Deve ser anunciada nesta quinta-feira (5) a lista com os quatro sub-relatores da CPI da Petrobras que vão complementar o trabalho de Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da comissão. De acordo com pessoas ligadas ao deputado Hugo Motta (PMDB-PB), presidente da CPI, as sub-relatorias foram designadas para: Paulinho da Força (SD-SP), João Carlos Bacelar (PR-BA), Leônidas Cristino (PROS-CE) e Maria do Rosário (PT-RS).

As quatro sub-relatorias foram requeridas para investigar superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias; constituição de subsidiárias e sociedades para a prática de atos ilícitos; superfaturamento e gestão temerária na construção de navios; e irregularidades na venda operação da Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras na África.

Hugo Motta nega que a criação das sub-relatorias vão enfraquecer o PT e diz que a intenção é justamente ajudar Luiz Sérgio. “CPIs que funcionaram anteriormente com sub-relatorias mostraram que funcionam melhor”, justificou. 

Petrolão se arrastará, paralisando o Congresso 

Como no mensalão, o caso envolvendo políticos no assalto à Petrobras deve paralisar o Congresso, este ano. Mas, ao contrário do mensalão, quando o então procurador-geral da República Antônio Fernando Souza transformou o trabalho dos procuradores em denúncia ao Supremo Tribunal Federal, o atual “PGR” Rodrigo Janot optou pelo “pedido de inquérito”, o que fará esse caso se arrastar por vários anos. 

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