Durante a tarde e a noite do dia 22 de abril,
moradores dos morros Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio de
Janeiro, se levantaram em um combativo protesto em repúdio ao assassinato de três jovens, provavelmente por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
A primeira morte aconteceu durante a madrugada. O
jovem dançarino do programa "Esquenta", da Rede Globo, Douglas Rafael
da Silva Pereira, teria sido espancado até a morte por policiais da UPP. Logo
pela manhã, moradores revoltados começaram a protestar. Barricadas foram feitas
pelas ruas da favela durante um intenso confronto entre moradores com paus,
pedras e garrafas; e policiais armados com granadas e fuzis.
Duas pessoas que estavam protestando também foram
baleadas e mortas, provavelmente por PMs. Um garoto de 12 anos identificado como Matheus e um
rapaz de 27, identificado como Edilson da Silva Santos. Segundo a equipe do
Jornal A Nova Democracia, que foi conduzida pela favela pela líder comunitária
Deise Carvalho, desde as 18h o Cantagalo ficou sem luz. A reportagem também
conversou com a mãe de Douglas, a técnica em enfermagem, Maria de Fátima da
Silva. Muito revoltada, ela criticou a UPP e exigiu justiça para os assassinos
de seu filho.
— A causa da morte de Douglas Rafael da Silva
Pereira foi "Hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar
decorrente de ferimento transfixante do tórax - ação perfuro contundente. Mataram meu filho".
Já sabemos que realmente o
dançarino morreu em função de um tiro, mas de quem? Por que?
‘Despolicização’
Será que alguém ainda consegue ter dúvidas acerca da necessidade de acabar com a "guerra às drogas"? Antes de falar-se em "desmilitarização da polícia", dever-se-ia propugnar a "despolicização da vida".
Desmilitarizar a polícia em um contexto no qual a vida é perenemente policizada é de uma inocuidade atroz. De fora parte os mais variados aspectos da vida em que o viés policizante e as práticas policizadas encontram-se introjetados nos corações e mentes, basta mencionar outras corporações em que o viés militarizado encontra-se impregnado para perceber que a demanda mais urgente é a da "despolicização da vida".
Há que despolicizar a sociedade, a política, o Poder Judiciário, o Ministério Público (que posssuem verdadeiras e abstrusas "gendarmerias" próprias), os conselhos tutelares, os órgãos incumbidos do cumprimento das medidas socioeducativas (DEGASE, Fundação Casa, etc.) e a própria polícia. No Rio de Janeiro, a existência da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) na polícia civil e a estrutura da Guarda Municipal do Rio de Janeiro demonstram que há um ranço militarista até mesmo fora das hostes da polícia militar.
Barbárie em Copacabana. Vídeo do jornal A Nova Democracia:
https://www.youtube.com/watch?v=OF1_mdFSTjA
Outra manifestação hoje
"Hoje, (24), familiares e amigos de Douglas Rafael e Edilson Santos e moradores da comunidade Pavão-Pavãozinho farão uma manifestação em memória e por justiça dos jovens mortos por policiais militares.
As mortes geraram revolta nos moradores, que realizaram um longo protesto e foram duramente reprimidos pela polícia. A comunidade ficou sem luz e as entradas bloqueadas.
Não podemos permitir que mais pessoas sejam mortas pela polícia em nossa cidade e comunidades. Não há paz sem justiça.
Não podemos admitir que nossas vidas sejam levadas por uma guerra que não é LÓGICA! BASTA DE BARBÁRIE ESTATAL EM FAVOR DO CAPITAL!
A concentração será às 13h, na creche situada na Rua Saint Roman (entrada pela Sá Ferreira), em Copacabana e caminhada até o cemitério São João Batista, em Botafogo.
https://www.facebook.com/events/506899666088684/
Será que alguém ainda consegue ter dúvidas acerca da necessidade de acabar com a "guerra às drogas"? Antes de falar-se em "desmilitarização da polícia", dever-se-ia propugnar a "despolicização da vida".
Desmilitarizar a polícia em um contexto no qual a vida é perenemente policizada é de uma inocuidade atroz. De fora parte os mais variados aspectos da vida em que o viés policizante e as práticas policizadas encontram-se introjetados nos corações e mentes, basta mencionar outras corporações em que o viés militarizado encontra-se impregnado para perceber que a demanda mais urgente é a da "despolicização da vida".
Há que despolicizar a sociedade, a política, o Poder Judiciário, o Ministério Público (que posssuem verdadeiras e abstrusas "gendarmerias" próprias), os conselhos tutelares, os órgãos incumbidos do cumprimento das medidas socioeducativas (DEGASE, Fundação Casa, etc.) e a própria polícia. No Rio de Janeiro, a existência da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) na polícia civil e a estrutura da Guarda Municipal do Rio de Janeiro demonstram que há um ranço militarista até mesmo fora das hostes da polícia militar.
Barbárie em Copacabana. Vídeo do jornal A Nova Democracia:
https://www.youtube.com/watch?v=OF1_mdFSTjA
Outra manifestação hoje
"Hoje, (24), familiares e amigos de Douglas Rafael e Edilson Santos e moradores da comunidade Pavão-Pavãozinho farão uma manifestação em memória e por justiça dos jovens mortos por policiais militares.
As mortes geraram revolta nos moradores, que realizaram um longo protesto e foram duramente reprimidos pela polícia. A comunidade ficou sem luz e as entradas bloqueadas.
Não podemos permitir que mais pessoas sejam mortas pela polícia em nossa cidade e comunidades. Não há paz sem justiça.
Não podemos admitir que nossas vidas sejam levadas por uma guerra que não é LÓGICA! BASTA DE BARBÁRIE ESTATAL EM FAVOR DO CAPITAL!
A concentração será às 13h, na creche situada na Rua Saint Roman (entrada pela Sá Ferreira), em Copacabana e caminhada até o cemitério São João Batista, em Botafogo.
https://www.facebook.com/events/506899666088684/