Via APN - Por Emanuel Cancella -
“O crédito da Petrobras junto à sociedade é muito grande. O que a companhia já fez e ainda fará pelo Brasil é muito maior do que uma reles disputa eleitoreira”.
Condenar a Petrobras por Pasadena é como
condenar o mar pelo tsunami. O mar é a maior fonte de alimentação do
planeta, responsável pela navegação, pela beleza e o lazer das praias e
pelo sal da terra. Em outras palavras: querem matar a galinha dos ovos
de ouro, porque um ovo teria sido roubado?
A Petrobras, nos seus 60 anos, cumpriu o que assumiu nas ruas com a sociedade. Sempre abasteceu o Brasil de derivados de petróleo, desenvolveu tecnologia inédita no mundo, o que propiciou a descoberta do pré-sal, e com isso nossas reservas estão em torno de 70 bilhões de barris de petróleo, permitindo autossuficiência para os próximos 50 anos.
Em termos de valores, considerando o preço do barril a 100 dólares, as reservas de petróleo do país equivalem a 7 trilhões de dólares, in natura, sem nenhum valor agregado. Além disso, a Petrobras possui 11 refinarias, que refinam 209 milhões de barris de petróleo-dia, além de dezenas de navios petroleiros.
O negócio de Pasadena foi denunciado há dois anos e, na época, ninguém deu importância. Agora, próximo à eleição presidencial, só se fala em CPI “exclusiva”. No entanto, a avaliação da compra de Pasadena coloca dois gestores da Petrobrás em versões contrárias: a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, diz que foi um mau negócio, na época, enquanto o diretor Nestor Ceveró diz que foi um bom negócio.
Pasadena refina 106 mil barris/dia. O negócio foi da ordem de 1.4 bilhões de dólares. O crédito da Petrobras junto à sociedade é muito grande. O que a companhia já fez e ainda fará pelo Brasil é muito maior do que uma reles disputa, em torno de uma CPI com fins nitidamente eleitoreiros.
A saída é criar as condições para diminuir os efeitos dos futuros tsunami, mas sem perder de vista a grandeza do mar. No caso da Petrobras, significa botar na cadeia os corruptos e blindá-la contra os predadores, inclusive contra aqueles que insistem em entregar nossas reservas a outras empresas de petróleo. Isso, definitivamente, não será bom para o Brasil nem para o povo brasileiro.
A indústria naval brasileira é a quarta no mundo, retomando nos últimos dez anos o lugar que havia perdido, graças a investimentos feitos pela companhia. O Brasil conta com mais de 14 mil quilômetros de oleodutos e gasodutos que ligam o território nacional de norte a sul e de leste a oeste para o transporte de derivados de petróleo. Nenhuma empresa investe no país tanto quanto a Petrobras, responsável pelo financiamento de mais de 50% do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
O petróleo é uma riqueza que não se renova. Portanto, é importante fazer uma leitura atenta do que está por trás das manchetes sobre a CPI e Pasadena. Mais importante do que focar apenas em escândalos seria a nação se debruçar sobre um projeto sério de utilização do nosso ouro negro, pensando no futuro.
O escândalo pode acabar funcionando como uma cortina de fumaça, enquanto essa imensa riqueza se esvai, seja por meio de exportações sem critério ou leilões irresponsáveis, principalmente no pré-sal.
Nossos antepassados que tanto lutaram pela criação da Petrobras merecem descansar em paz, o que só vai acontecer quando os brasileiros tiverem a certeza de que o petróleo continuará sendo nosso.
*Emanuel Cancella é coordenador do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
A Petrobras, nos seus 60 anos, cumpriu o que assumiu nas ruas com a sociedade. Sempre abasteceu o Brasil de derivados de petróleo, desenvolveu tecnologia inédita no mundo, o que propiciou a descoberta do pré-sal, e com isso nossas reservas estão em torno de 70 bilhões de barris de petróleo, permitindo autossuficiência para os próximos 50 anos.
Em termos de valores, considerando o preço do barril a 100 dólares, as reservas de petróleo do país equivalem a 7 trilhões de dólares, in natura, sem nenhum valor agregado. Além disso, a Petrobras possui 11 refinarias, que refinam 209 milhões de barris de petróleo-dia, além de dezenas de navios petroleiros.
O negócio de Pasadena foi denunciado há dois anos e, na época, ninguém deu importância. Agora, próximo à eleição presidencial, só se fala em CPI “exclusiva”. No entanto, a avaliação da compra de Pasadena coloca dois gestores da Petrobrás em versões contrárias: a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, diz que foi um mau negócio, na época, enquanto o diretor Nestor Ceveró diz que foi um bom negócio.
Pasadena refina 106 mil barris/dia. O negócio foi da ordem de 1.4 bilhões de dólares. O crédito da Petrobras junto à sociedade é muito grande. O que a companhia já fez e ainda fará pelo Brasil é muito maior do que uma reles disputa, em torno de uma CPI com fins nitidamente eleitoreiros.
A saída é criar as condições para diminuir os efeitos dos futuros tsunami, mas sem perder de vista a grandeza do mar. No caso da Petrobras, significa botar na cadeia os corruptos e blindá-la contra os predadores, inclusive contra aqueles que insistem em entregar nossas reservas a outras empresas de petróleo. Isso, definitivamente, não será bom para o Brasil nem para o povo brasileiro.
A indústria naval brasileira é a quarta no mundo, retomando nos últimos dez anos o lugar que havia perdido, graças a investimentos feitos pela companhia. O Brasil conta com mais de 14 mil quilômetros de oleodutos e gasodutos que ligam o território nacional de norte a sul e de leste a oeste para o transporte de derivados de petróleo. Nenhuma empresa investe no país tanto quanto a Petrobras, responsável pelo financiamento de mais de 50% do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
O petróleo é uma riqueza que não se renova. Portanto, é importante fazer uma leitura atenta do que está por trás das manchetes sobre a CPI e Pasadena. Mais importante do que focar apenas em escândalos seria a nação se debruçar sobre um projeto sério de utilização do nosso ouro negro, pensando no futuro.
O escândalo pode acabar funcionando como uma cortina de fumaça, enquanto essa imensa riqueza se esvai, seja por meio de exportações sem critério ou leilões irresponsáveis, principalmente no pré-sal.
Nossos antepassados que tanto lutaram pela criação da Petrobras merecem descansar em paz, o que só vai acontecer quando os brasileiros tiverem a certeza de que o petróleo continuará sendo nosso.
*Emanuel Cancella é coordenador do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).



