INFORMAÇÃO LIVRE

17.4.14

INDECISOS, REJEIÇÃO NÃO SÃO OS INGREDIENTES PERVERSOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL. DILMA PERDE PARA ELA MESMA. OU O PT COLOCA LULA NA DISPUTA E PODE VENCER, OU ENTÃO PERDE FEIO. ANÁLISE DESDE 1988 DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL MOSTRA QUE SEGUNDO TURNO PARA O PT SERIA UMA INCÓGNITA. SEGUNDO TURNO, DILMA PERDERIA POR 15%? E SE FOR LULA ELE TERIA 10% A FRENTE DO SEU RIVAL?

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

EM TODAS AS ELEIÇÕES A MARGEM DO VITORIOSO SEMPRE FOI DE 10%
 

Embora não sejam impossíveis, as chances de virada no segundo turno da eleição presidencial são muito pequenas, segundo indica a análise de pesquisas de intenção de voto e dos resultados das eleições anteriores. Desde quando o segundo turno foi instaurado no país, em 1988, o eleitor ainda não viu a vitória de um candidato que começou atrás do adversário nesta etapa da disputa. Entre 1989 e 2006, apenas duas das cinco disputas presidenciais foram para o segundo turno. Nas outras três eleições que tiveram 2º turno - em 1989, 2002 e 2006 –, não ocorreu virada. 

O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, disputou o segundo turno com Fernando Collor. Na ocasião, a última pesquisa do instituto Datafolha mostrou o petista com 44% das intenções de voto, contra 47% do cocorrente. Collor acabou vencendo a disputa. Em 2002 e 2006, quando Lula disputou a eleição com os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente, o petista – que acabou saindo vitorioso das duas eleições – ganhou no primeiro turno à frente dos rivais. Na disputa com Serra, pesquisa Datafolha feita no limiar do segundo turno mostrou que Lula teria 64% dos votos válidos contra 36% de Serra. Na eleição seguinte, o Datafolha mostrava Lula da Silva com 61% da preferência do eleitorado a um dia da votação, enquanto Alckmin atingia 39% das intenções de voto.

No primeiro turno da eleição de 2010, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terminou à frente, após receber 46,91% dos votos válidos, contra 32,61% de José Serra (PSDB), e 19,33% de Marina Silva (PV). Uma semana depois da votação, O instituto Datafolha mostrou que a petista se manteve na liderança, com 54% das intenções de voto (votos válidos), contra 46% de Serra. Observo que no primeiro momento do segundo turno, houve ligeira subida do Serra, e a queda da Dilma, que se recuperou na reta final. 

TV E MÍDIAS SOCIAIS NA INFANTARIA DAS ELEIÇÕES 

A televisão tem sido um importante aliado aos candidatos, lembro aqui que em 2010, quando houve o primeiro debate eleitoral entre os principais candidatos à presidência no dia 5 de Agosto de 2010, promovido em São Paulo pela Rede Bandeirantes de Televisão. Estiveram presentes a candidata Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Apesar de pouco conhecido, o candidato do PSOL foi um dos mais comentados em mídias sociais. Esse ano, tudo indica que as mídias sociais terão forte influência no resultado das eleições, e não será para aquele que mostras melhor competência para montar sua parafernália eleitorado de mídia, será para o candidato que melhor represente este segmento ativista nas mídias sociais, e neste campo, Dilma passa distante, e Lula, se candidato, teria toda turma da boquinha, da militância petista, os vestais serventuários públicos, e parte (digo isso porque é verdade), da “bolsa família, sendo que neste último o acesso à mídia eletrônica é de apenas 3%. Está aqui uma boa oportunidade para Lula, sentir de perto o seu primeiro lampejo midiático, vai ser massacrado por conta dos escândalos capitaneados pelo processo do mensalão e outros, e o terá que ler uma enxurrada de piadas com irônico jargão do “eu não sabia”, será objeto de um massacre mediático. Este fenômeno social eletrônico será indubitavelmente, inevitável e necessário, o grande vencedor dessa eleição presidencial. 

DILMA ESTAVA NO ÁPICE, ENTROU NA DESCENDENTE  E VAI CAIR MAIS. EM 2010 GANHOU DE LULA O MIMO PRESIDENCIALISTA
 
Em setembro de 2013 a direção de jornalismo da Globo não mandou para o Jornal Nacional das onze, uma pesquisa do Ibope que indicava a eleição de Dilma ainda no primeiro turno com 41% dos votos válidos, mais que a soma da preferência de todos os adversários. A matéria saiu na Globonews, canal a cabo, com menor penetração de mídia. Nenhuma explicação, talvez apenas num hipotético segundo turno, os 29% da candidata Marina, ofuscava seu brilho. Segundo a pesquisa, Campos receberia 10% dos votos, enquanto Marina Silva, terceira candidata mais votada nas eleições presidenciais de 2010, ficaria 21% dos votos. Se o senador Aécio Neves, candidato quase certo do PSDB, estivesse na lista receberia entre 13% e 14% dos votos. Em qualquer caso, Dilma derrotaria qualquer adversário em um hipotético segundo turno. A atual presidente seria reeleita com margens de entre 42% e 47% dos votos, e a aquela altura a rival melhor posicionada seria Marina Silva, que seria a favorita de 29% dos eleitores em um hipotético segundo turno. 

Pesquisa por pesquisa, a do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada em fevereiro de 2014, mostrava que a presidente Dilma Rousseff lidera a corrida para as eleições de outubro e venceria no primeiro turno. De acordo com os dados divulgados, Dilma teria 43,7% das intenções de voto, à frente do senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 17%, e do governador Eduardo Campos (PSB-PE), com 9,9%. Em um cenário no qual Marina Silva (PSB) é a candidata no lugar de Eduardo Campos, Dilma tem 40,7% e Marina aparece em segundo com 20,6%. Aécio Neves registra a terceira colocação com 15.

Um dia após o outro e o quadro vai se modificando, vamos aqui lembrar um dado altamente importante para avaliar a corrida presidencial, Na eleição de Dilma Rousseff, a abstenção no segundo turno superou a marca de 20 milhões de eleitores. A presidente eleita se viu ameaçada pela votação surpreendente de Marina da Silva, ex-ministra do meio ambiente do governo Lula, então no PV que obteve cerca de 19,6 milhões de votos. Dilma foi eleita com 56,1% dos votos válidos, influenciada pelo reflexo da aprovação de 80% do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a aprovação pessoal atingiu a mega marca de 87% dos brasileiros o avaliando positivamente. Não é difícil entender que Lula elegeria qualquer candidato com seu apoio, então fez Dilma uma ilustre e mediana colaboradora do seu governo, uma partidária petista fria, e sem interlocução com a base petista, e que acabou ganhando a eleição mais fácil do planeta. 

DILMA TEM A REJEIÇÃO DE UM TERÇO DOS ELEITORES. E O PT DO SION? 

Em agosto de 2011, uma pesquisa encomendada pelo PT junto ao Vox Populi mostrou que 71% da população aprovou o desempenho da presidenta Dilma Rousseff. Segundo números divulgados pelo PT, 4% dos entrevistados consideram o governo Dilma ótimo, 30% classificam como bom e 37% como regular positivo. Os outros 29% se dividem entre regular negativo, ruim e péssimo. Ou seja, um terço dos eleitores não aceita Dilma, é a rejeição, e isso pesa muito na disputa eleitoral. Em recente pesquisa divulgada no site da Carta Capital, a presidente Dilma Rousseff se manteve estável na corrida pela reeleição e venceria no primeiro turno, segundo avaliou a pesquisa Vox Populi/Carta Capital divulgada no dia 16 de abril, mas oscilando um ponto negativo em abril em relação a fevereiro, quando o Datafolha deu 41% para Dilma. A petista tem 40% das intenções de voto, seguida do pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves (MG), com 16%, e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que obteve 8%. 

Vamos trazer aqui um estudo realizado pelo cientista político André Singer, revela (...) que em outubro de 2002, no auge da campanha que levaria Lula à presidência da República, o PT atingia a condição de líder isolado na preferência dos eleitores. À medida que a candidatura petista se fazia majoritária, o partido distanciava-se do PMDB, do PSDB e do ex-PFL (hoje Democratas), seus competidores diretos. Às vésperas da alternância no poder, 21% dos consultados em surveynacional afirmavam ter simpatia pelo PT, enquanto o PMDB era indicado por 8%, e o PSDB, por apenas 4%. Quase oito anos depois, os números encontrados diferem pouco: o PT tinha 24% das menções, enquanto o PMDB se encontrava com 6% e o PSDB, com outros 6%.

Em sua introdução Singer lembra a transformação do Partido dos Trabalhadores (PT) salta à vista de quem, por diferentes motivos, acompanha o percurso da agremiação fundada em fevereiro de 1980 no Colégio Sion, em São Paulo. Militantes percebem, dia a dia, que antigas práticas já não vigoram, cedendo lugar a condutas inusitadas pelos critérios de antes. Jornalistas acostumados aos vaivens da política brasileira, com frequência, assinalam o contraste entre o passado e o presente do partido. A literatura acadêmica se esforça para dar conta do sentido das mudanças pelas quais passa o PT. Entender os rumos do partido tornou-se um dos assuntos prediletos do debate informado no Brasil.

Ou seja: a ideologia foi sugada pela ambição, a idolatria dos seus personagens de ponta se perdeu no lodo das praticas lesivas ao Estado, e o discurso mudou, para se adaptar ao viciado meio dos cargos negociados com o bloco dos partidos de apoio, chamada “base aliada governista”, pilotada pelos Renans, Sarneys e Cia, o grupo de apoiou Lula da Silva e que agora quer mais, e sufoca Dilma/PT/Lula, que antes era subsidiada pelo mensalão, (quem sabe sucateada Petrobrás com seus anúncios publicitários, milionários para amestrar mídia direitista) que assombrou e desmanchou o dogma de que petista era sinônimo de honestidade. Os mandarins de segunda, já não ecoam suas palavras às multidões que se dobravam as suas palavras de ordem. Veio à jornada de junho, milhões de brasileiros, a maioria jovens, exigiram, moralização política, educação de base, escolas, universidades públicas, saúde e transporte digno, querem um Brasil sem o aparelhamento, boquinhas e meia conversa, pedem o fim das negociatas, o entreguismo das riquezas nacionais, empréstimos demagógicos e falcatruas acobertadas com a corrupção dos cargos de ministros do STF, cobrados aio preço do silêncio e decisões que favoreçam os criminosos e lesa-pátria. 

É claro que a luta de classes perdeu o lugar central na cena em que fora colocado pelo espírito do Sion. Ela foi substituída, como se vê , por um projeto nacional-popular, que não é incompatível com os interesses do capital. Segundo o programa aprovado em 2010, o Estado deverá promover o "crescimento da renda dos trabalhadores, não só pelos aumentos salariais, mas por eficientes políticas públicas de educação, saúde, transporte, habitação e saneamento", mas, concomitantemente, aprofundar "as políticas creditícias para o setor produtivo por parte do BNDES" e apoiar a "internacionalização das empresas brasileira“. Trata-se de um capitalismo com forte presença estatal, de distribuição da renda sem confronto, que lembra o ideário varguista.

Em 26 de outubro, a jornada de junho estará acionando os botões das urnas eletrônicas, tidas suspeitas de passiva fraude eleitoral, mesmo assim será acionada, e o resultado, Bem! Esse nos já avaliamos, melhor ainda esperar até junho, na jornada da Copa do Mundo de Futebol, ai sim, voltaremos a falar novamente sobre o assunto SUCESSÃO PRESIDENCIAL, ADEMAIS UM CONSELHO AOS BOQUINHAS: PODEM DIMINUIR OS LIMITES DOS SEUS CARTÕES DE CRÉDITO.

Para quem em 64 viu os “tanques nas ruas”, um desejo, não quero ver de novo, mesmo que se intitulem pseudos esquerdistas.