MIRSON MURAD -
O governador Wilson Witzel chegou e desembarcou na ponte Rio-Niterói festejando, aos pulos, como um craque de futebol comemorando o gol que houvesse acabado de fazer, dando a vitória ao seu time. Acenando para a platéia,Seria vibrava pela morte de um rapaz de 20 anos, com distúrbios psiquiátricos. Um ex-juiz federal, governante do Estado, precisa ter compostura. Suas atitudes demonstram, claramente, que está em campanha eleitoral visando a presidência da República em 2022. Ele se esquece que terá de disputar com aquele que o elegeu, Jair Messias Bolsonaro. Tem também correndo nesse páreo o governador de São Paulo, João Dória e o ministro da Justiça Sérgio Moro, Conje para os íntimos. Witzel é aquele que demostrou em vídeo como conseguir que seu suplente possa aposentar-se como juiz federal, sem prejuízo dele (titular) com o artifício de um afastamento por 15 dias do cargo e retornando depois. A conta, é claro, é paga pelo contribuinte. Até seria cômico se não fosse trágico.



