HELIO FERNANDES -
Nos mais diversos governos depois da chamada redemocratização, o assunto mais comentado, afirmado, discutido, negado, foi a liberdade do BC. É preciso enquadrar a questão no tempo, sempre garantiam, "sem independência e autonomia o BC não serve para nada".
O fato mais comentado: "È preciso garantir o BC, para que não seja mergulhado na política". (Naturalmente queriam se referir á politicalha).
Agora, sem o menor constrangimento, transferem o COAF para o BC. Órgão especializado no combate á "lavagem de dinheiro", é passado para outro com funções inteiramente diferentes. E não foi o presidente da Republica que assinou e enviou a medida provisória.
Quem assinou e concretizou a MP, foi o ex-todo poderoso Paulo Guedes.
Como um dos objetivos da MP era tirar da jogada o candidato do ministro Moro, deixaram a função para o ministro da Economia. Desgastadíssimo, (e agora em litígio franco e aberto com o próprio Bolsonaro, Moro não é nem evangélico, o que poderia salva-lo) não é nem político nem magistrado.
É quase uma reforma ministerial feita através de MP. Roberto Leonel sai da presidência do COAF. Essa "mexida" deve atingir a Receita. E talvez até a Casa Civil, ou esta fica para depois.
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