EMANUEL CANCELLA -
Fernando Collor de Mello se dizia o caçador de marajá. Acabou com a Interbrás e Petromisa, demitindo milhares de trabalhadores.
A Interbrás era o braço do comercio Internacional da Petrobrás e a Petromisa era a Petrobrás da mineração.
Lula e Dilma, além de readmitirem a ampla maioria desses trabalhadores, retomaram também o braço comercial, criando a Petrobrás Internacional e o de fertilizantes, a Petroflex.
Os governos do PT transformaram a Petrobrás numa empresa integrada de energia, “do poço ao posto e ao poste”, assim a Petrobrás comprou as termoelétricas privadas para afastar de vez os riscos de apagões de energia, que aconteceram no Brasil de FHC, com o ministro de Minas e Energia o tucano Pedro Parente, também conhecido como Ministro do Apagão (3).
É bom lembrar que o tucano Pedro Parente voltou como presidente da Petrobrás, indicado pelo golpista Michel Temer. E aí Parente retirou criminosamente da Petrobrás e entregou aos gringos áreas estratégicas, lucrativas e empregatícias como de petroquímica, fertilizantes, gás e biocombustíveis (4).
Na verdade, Pedro Lalau Parente nem poderia ser presidente da Petrobrás, já que esse senhor é réu, desde 2001, quando deu um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (5), por isso eu o chamo de Lalau. Mas a Lava Jato fingiu que não viu!
FHC, que comprou votos para sua reeleição, comprovadamente, tentou também sem sucesso privatizar a Petrobrás (6).
A Globo se aliou a FHC na tentativa de desmoralizar a empresa, facilitando assim a sua privatização. Essa era uma prática da Privataria Tucana, sujava a imagem da empresa para vendê-la mais fácil e também mais barata.
Foi assim com a Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo, vendida por R$ 3,34 BI. A entrega da Vale por FHC completa 20 anos e foi um dos maiores crimes cometidos contra o Brasil(2).
Na ocasião, a Globo fez campanha intensa comparando a Petrobrás a um paquiderme e chamando os Petroleiros de marajás.
Mas a grande resposta dos petroleiros e da Petrobrás vem em 2006, no governo Lula, com desenvolvimento inédito no mundo de tecnologia que permitiu a descoberta do Pré-sal.
A Petrobrás por esse feito ganhou pela 3ª vez, da maior autoridade do mundo no setor petróleo, o prêmio (Offshore Technology Conference - OTC, considerado o “Oscar” da Indústria do petróleo (7).
Se o mundo reconhecia e premiava a Petrobrás, a Globo contorcia-se de ódio e inveja, pois em dezembro de 2015 saiu com o editorial: “O pré-sal pode ser patrimônio inútil” (8). E o pré-sal já responde por quase metade da produção nacional de petróleo (9).
Bolsonaro, quando capitão e deputado federal, em entrevista ao programa do Jô Soares falou em fuzilar FHC por privatizar a Vale do Rio Doce e entregar nosso petróleo.
Entretanto hoje Bolsonaro faz pior quando anuncia a venda dos Correios, da BR Distribuidora, de metade das refinarias da Petrobrás e da Cessão Onerosa do pré-sal, que possui mais de 15 bilhões de barris de petróleo (10 a 14).
Foi a luta dos petroleiros, com apoio da sociedade, que barrou a privatização de Collor e FHC. Será que Bolsonaro, que falava até em fuzilar quem privatizasse nosso petróleo, conseguirá agora entregá-lo aos gringos?
Fonte:
7http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/recebemos-o-premio-offshore-technology-conference-2015.htm
