EMANUEL CANCELLA -
Fui intimado duas vezes pelo MPF, em um ano, a pedido do então juiz Sérgio Moro. O MPF me acusa de possíveis ataques à honra do funcionário público, no caso o juiz Sérgio Moro (2,3,4).
A primeira intimação, numa clara tentativa de intimidação, foi na véspera do lançamento do meu livro A Outra Face de Sérgio Moro – Acobertando os Tucanos e Entregando a Petrobrás. Mas o livro saiu! (5).
E agora sou intimado pela Polícia Federal, subordinada ao ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Vale lembrar que, em novembro de 2016, enquanto funcionário da Petrobrás e sindicalista, denunciei a omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente, na Petrobrás. Até hoje sem resposta. Veja a denúncia na íntegra (1).
E não foi só Moro que tentou me calar, pois o ex-presidente da Petrobrás, Pedro Parente, interpelou-me judicialmente, também numa tentativa de me calar.
“Para nos calar, primeiro foi o presidente da Petrobrás, Pedro lalau Parente, que tentou censurar a direção do Sindipetro-RJ, através do advogado Nilo Batista, interpelando toda diretoria do Sindipetro-RJ, inclusive a mim, enquanto Coordenador Geral do Sindipetro-RJ” (7).
Chamo de Pedro Lalau Parente porque este senhor é réu desde 2001, quando deu um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás. Na verdade, a Lava Jato não deveria permitir sua posse, já que a Operação diz investigar corrupção na Petrobrás (8).
Diante da minha recente história e das denúncias do site The Intercept, mostrando a promiscuidade de Moro e a força tarefa da Lava Jato, no julgamento de Lula, tudo leva a crer que Moro não vai ter nenhum constrangimento de usar a máquina do Estado para defendê-lo, mesmo se tratando de situações indefensáveis (9).
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