JEFERSON MIOLA -
O Intercept está impondo uma derrota estratégica e de proporções bíblicas à Globo.
Além do drible estontante que dá na Globo em matéria de inteligência estratégica, o Intercept dá um baile no conglomerado dos Marinho em muitos outros planos: na retidão ética, na decência profissional, na imparcialidade jornalística e, sobretudo, no compromisso com a soberania e com a democracia.
O grupo Globo, gigante da comunicação que desfruta de um poder imperial no controle da agenda e do conteúdo enviesado da informação que circula no país, foi surpreendido por um site digital modesto, cuja única arma e poder de competição com a Globo é o respeito reverencial à verdade e a lealdade com os fatos.
A Globo é o único órgão midiático da oligarquia que não pode se dissociar do esquema mafioso do Moro e do Dallagnol, porque está acumpliciada até a medula com a Lava Jato na conspiração que prendeu Lula para instalar o caos no Brasil.
Por isso a Globo não tem outra alternativa que não seja partir para o jogo de tudo ou nada contra o Intercept. Essa opção da Globo implica se abraçar no cadáver Moro, como funciona nas associações mafiosas. Quando o cadáver apodrece, é jogado ao mar.
Nesta jogada que pode lhe custar todo o capital simbólico e econômico, a Globo mostra sinais de desespero e instabilidade, e comete erros que afundam sua credibilidade.
Neste xadrez, o Intercept joga com as brancas; tem a iniciativa do jogo e tem deixado a Globo 2 passos atrás no tabuleiro.
Os 3% de informações divulgadas pelo Intercept causaram abalo sísmico que comprometeu a estrutura do comando conspirativo Globo-Lava Jato.
É de se supor o que acontecerá com a divulgação dos outros 97%. Esse é o grande trunfo do Intercept na guerra que trava com a Globo.
