EMANUEL CANCELLA -
Bolsonaro, num cinismo que lhe é peculiar, disse fuzilar FHC por entregar a Vale do Rio Doce e nosso petróleo e agora Bolsonaro anuncia a venda dos Correios, da BR Distribuidora, de metade das refinarias da Petrobrás e da Cessão Onerosa do pré-sal, que possui mais de 15 bilhões de barris de petróleo (10 a 14).
FHC, na década de 90, tentou sem sucesso privatizar a Petrobrás. Entretanto seu pai, o general Leônidas Cardoso, foi cabeça da campanha “O petróleo é nosso!, juntamente com o tio, Felicíssimo Cardoso, também conhecido como General do Petróleo (6).
Na ocasião, para desmoralizar a Petrobrás e facilitar sua entrega, FHC se juntou à Globo, numa campanha sórdida, na telinha, e comparava assim a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás.
Os petroleiros, em sua maior greve, de 32 dias, com apoio da sociedade, barraram a privatização da Petrobrás. Custou caro à categoria, pois mais de 100 foram demitidos e multa de R$ 100 mil por dia de greve para cada sindicato.
Mais tarte, não só reintegramos todos os demitidos, como recuperamos todo dinheiro da multa.
Mas a grande resposta da Petrobrás e dos petroleiros a FHC e à Globo veio em 2006, pois a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo, o que permitiu a descoberta do pré-sal. Por esse feito a Petrobrás ganhou, pela 3ª vez, o prêmio Offshore Technology Conference - OCT, também conhecido como o “Oscar” da indústria do petróleo (15). Hoje o pré-sal já é responsável por quase a metade da produção nacional de petróleo (16).
Mas a Globo não se conformou com o êxito da Petrobrás e, em dezembro de 2015, veio com o editorial: “O Pré-sal pode ser Patrimônio Inútil” (7).
Eis que surge em 2016 a Lava Jato, chefiada pelo juiz Sérgio Moro e, de forma muito suspeita, Moro foi premiado pela Globo, como homem que faz a diferença (8).
Durante cinco anos a Lava Jato quase diariamente vazou criminosamente para a mídia, principalmente para a Globo, delações premiadas manchando a imagem da Petrobrás.
Tudo isso só na gestão do PT na Petrobrás. Porque na gestão dos tucanos na Empresa nada de investigação da Lava Jato, muito menos de vazamento para a mídia, nem mesmo sendo FHC várias vezes envolvido em corrupção na Petrobrás e, em algumas, com o próprio filho; e muito menos quando o próprio FHC reconheceu em seu livro, Diários da Presidência, que havia corrupção em seu governo na Petrobrás (9,10).
Outro tucano, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, mesmo recordista em denúncias na Lava Jato, continua, livre, leve e solto e, como deboche, ainda cobra arrependimento de Lula (11).
A Lava Jato não só destruiu a imagem da Petrobrás como, em poucos meses, destruiu a economia nacional. Veja o vídeo que mostra como isso aconteceu (12). A Lava Jato também destruiu a indústria naval (13,14).
Quando o petróleo no Brasil era um sonho, o povo foi para às ruas e criou a Petrobrás, será que agora que o pré-sal é uma realidade, nós, brasileiros, vamos permitir sua entrega?
Fonte:
14https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/beluzzo-explica-como-lava-jato-destruiu-economia/



