INFORMAÇÃO LIVRE

15.6.19

AOS PARTIDÁRIOS DO BOM SENSO E DA LEGALIDADE NÃO HÁ MAIS COMO DEFENDER SERGIO MORO, DIZ ÉPOCA

REDAÇÃO -


Vai ficando mais difícil a tarefa, assumida por muitos na semana que passou, de não enxergar irregularidades na conduta de Sergio Moro no processo que terminou com a condenação de Lula. Publicado na sexta 14 pelo site The Intercept Brasil, novo lote de mensagens trocadas entre procuradores federais e o então juiz reforça que Moro agiu fora dos ilegais com o objetivo de prejudicar o ex-presidente.

Caso fique de pé por mais uma semana – algo cogitável apenas num país em que não é clara a separação entre princípios institucionais e motivações pessoais –, o hoje ministro da Justiça pode ter sua imagem de herói salva por um aliado que poderia ser o seu algoz: o Supremo Tribunal Federal.

No próximo dia 25, os cinco integrantes da Segunda Turma da Corte julgarão um pedido de habeas corpus feito pelos advogados de Lula. Reportagem de ÉPOCA apontou que os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski deverão ser favoráveis ao líder petista, enquanto os de Edson Fachin e Cármem Lúcia deverão ser contrários. O desempate caberá ao decano Celso de Mello.

Se Lula continuar preso, o STF atestará, ainda que de maneira oblíqua, que o trabalho de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba – depois corroborado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região – não teve falhas que levem à revisão da sentença. Vitória do juiz.

Se Lula for solto, as milícias digitais bolsonaristas e as pessoas que vestem amarelo repetirão com ênfase ainda maior que o STF é um inimigo no combate à corrupção. A caça de Moro àquele que seus adoradores consideram o inimigo nº 1 da pátria seria derrotada pela “máfia de toga”. Vitória da figura pública. (…)

Fonte: Época