HELIO FERNANDES -
No quinto mandato de deputado federal, foi descoberto
como "eminência", surpreendeu a todos, eleito presidente da Câmara.
Acumulando com a presidência ocasional da Republica. O
vice Temer se transformou no presidente corrupto e usurpador, abrindo espaço
para Maia ocupar o Planalto. Varias vezes.
Com esse cacife, disputou novo mandato de presidente da
Câmara. (Não escrevo reeleição, não é permitido). Ganhou, obtendo no primeiro turno,
impressionantes 334 votos.
Brandindo essa superioridade, começou o sexto mandato,
(agora), como parlamentar mais endeusado e requisitado. Principalmente pelos
que perseguem a obsessão altamente questionada e ameaçada reforma da Previdência.
O próprio Bolsonaro, em reunião com parlamentares, tem dito e repetido:
"Sobre a votação da Nova Previdência, quem tem os cálculos mais realistas,
é o presidente da Câmara". Parece verdade, tanto que Cesar Maia afirmou
publicamente, "precisamos de 308 votos, trabalho com a possibilidade de
conquistar 350". Exagero, mas ninguém pode contestá-lo.
Nem mesmo Paulo Guedes, frequentador habitual do seu
gabinete. Mas que faz considerações disparatadas, inconsequentes, incoerentes.
As duas de ontem.
1- "Estou admitindo distribuir os recursos do
pré-sal, com todos os governadores e prefeitos". Não tem poder para isso. 2"Aceitei
as propostas dos militares, mesmo não concordando com algumas. E concluindo:
"Como haverá TRANSIÇÃO de 3 anos, é uma insignificância, meu projeto é de
10 anos". A partir daí, economizaremos 1 bilhão de reais".
Na mansão escandalosamente usurpadora dos recursos do
contribuinte, (Maia ficará morando lá, luxuosamente, por mais 2 anos) quando aparatosamente
se colocou como "anfitrião da Republica", Guedes contou a Maia, o
"acordo com os militares".
PS- Estavam lá o presidente da Republica, do STF, o
presidente do senado, o vice eleito general Mourão, que hoje já estará
exercendo mais uma interinidade. Poder é isso.
A MUDANÇA DE MINISTROS, ANTES DA AVALIAÇÃO DOS 100 DIAS
A demissão do segundo da hierarquia civil, Bebiano, foi
acidente de percurso. Nem irregularidade nem incompetência. Preponderância de
um dos filhos, a execução, (no sentido estrito da palavra) tinha que ser cumprida.
Agora ministros serão substituídos, por fatores mais do
que constatados. Ricardo Velez, o estrangeiro que não devia ter sido Ministro
da Educação, já sabe que estão procurando alguém para o cargo. Indicado pelo
guru Olavo Carvalho, cometeu tantos erros, geralmente por excesso de
subserviência, que o próprio Olavo, retirou o apoio que o mantinha ministro.
O ministro do Turismo também vai embora, no seu caso, por
excesso de irregularidades. Está respondendo a diversas acusações, tentou e perdeu
(duas vezes) ser julgado pelo STJ. Foi mantido porque Bolsonaro não queria
arriscar a lista ser obrigatoriamente aumentada. Bolsonaro está assustado com a
fragilidade da equipe. Se diverte com as extravagâncias psicológicas ou
psiquiátricas da Dalmares, não vai demiti-la.
PS- Se pudesse demitiria alguns civis, que já foram
prestigiadíssimos.
PS2- Garantidos mesmo só os generais.
BOLSONARO CANCELOU A VISITA (rápida) AO CHILE, SÓ VAI A
ISRAEL EM 31 DE MARÇO, A PEDIDO DE NATANAHYU
Ele é assim, incerto, desatento e sem objetivos
positivos. Ia lá, pelo fato do novo presidente ser de extrema direita. Quando
soube que o Chile teve um grande período de democracia e liberdade, com os notáveis
poetas Gabriela Mistral e Pablo Neruda ganhando (separadamente) o Premio Nobel, mudou o
roteiro da viagem. Podia ir e festejar o tempo de ditadura cruel, covarde e sem
escrúpulos, a mais terrível e mortal que já houve na America do Sul. O tempo de
Pinochet.
Dos EUA iria a Israel, direto. O Primeiro Ministro, que
responde a vários processos por corrupção, (ele e a mulher) pediu ao presidente
para não ir agora. Quer a visita mais perto da eleição geral, que foi obrigado
a convocar.
Bolsonaro concordou, apesar dos interesses do Brasil
serem contra a viagem.
E um perigo ronda a viagem. Bolsonaro já havia decidido
manter a embaixada em Tel Aviv. Mas Trump deve pedir a Bolsonaro que transfira a
embaixada para Jerusalém.
NA VERDADE COMEÇA E TERMINA HOJE, O ENCONTRO RÁPIDO, EM
QUE TRUMP TRATA O BRASIL E SEU PRESIDENTE COMO PARCEIROS SERVIS E SUBALTERNOS
Diante dessa "consideração" de Trump em relação
ao Brasil, três exigências principais, serão impostas (fora as outras), sem que
Bolsonaro tenha o direito de protesto, através do tradutor. Vejamos as três
condições irrefutáveis e irrevogáveis do presidente americano.
1- Venezuela. É a mais urgente e imediata, Trump quer que
o Brasil mande tropas para a invasão projetada e programada. Bolsonaro estaria de
acordo, acontece que militares estão contra. O vice presidente eleito,
general Mourão, foi taxativo duas vezes: "Não existe a menor possibilidade
de enviarmos tropas para invadir a Venezuela". Uma dessas afirmações foi
feita na Colômbia, quando representava o Brasil. Outros militares de alta
patente concordam com Mourão.
2- China. Arrogante, Trump quer que o Brasil apoie os
EUA, na guerra comercial entre as duas potencias. O Brasil é parceiro da China
nos BRICS, e excelentes as relações comerciais. Bolsonaro anunciou que irá á
China, ainda no primeiro semestre. Através de assessores, Trump fez chegar a
Bolsonaro: "Gostaríamos que essa viagem fosse cancelada". Bolsonaro
ficou estarrecido, mas viu confirmado o tratamento de "parceiro
subalterno", que Trunp usa em relação ao Brasil.
3- Concessão total para os agirem em Alcântara, no
Maranhão. Verdadeira invasão, até mesmo
com tropas, que ficariam numa espécie de "base americana", como eles
têm em vários países. No caso, porta para o domínio em toda a America do Sul.
Aí, Bolsonaro teria que ouvir o protesto do Exercito inteiro. Que já se
manifestou sempre, pois a própria Amazônia ficaria ameaçada.
PS- Felizmente, Trump e Bolsonaro conversarão não muito
demoradamente. Pouco tempo para atender ás exigências de Trump. Seu ÍDOLO.
PS2- Bolsonaro volta ao Brasil ainda hoje, preocupado com
as reações ás concessões. Mas a divulgação publica, levará algum tempo.



