ROGER MCNAUGHT -
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| O parlamentar municipal Leonel Brizola (PSOL-RJ) dialogando com agentes do poder público e a guarda pretoriana do nosso alcaide, sobrinho do bispo. |
Centro do Rio de Janeiro, sexta-feira de manhã. Um dia normal para o carioca que transita
pelo centro do Rio de Janeiro se não fosse pelas cenas lamentáveis
proporcionadas por agentes do poder público municipal na remoção desumana de
pessoas em situação de rua na Av. Rio Branco.
Aproximadamente às 10 horas da manhã desta sexta-feira (11),
o vereador Leonel Brizola (PSOL-RJ) caminhava pela Av. Rio Branco a caminho de
um compromisso quando percebeu uma movimentação estranha. Ao se aproximar, deparou-se com agentes do
poder público municipal acompanhados de agentes de segurança pública agindo de
forma intimidadora e ameaçadora contra pessoas em situação de rua enquanto seus
pertences eram recolhidos – e alguns destruídos – pela equipe de limpeza que
acompanhava a ação.
Imediatamente o vereador indagou aos agentes a razão da
ação, e um deles – não reconhecendo o vereador – tentou intimidá-lo também, o
que não funcionou. Ao perceberem a
presença do parlamentar, outros agentes chamaram o responsável pela ação que
tentou se explicar e proteger os agentes públicos sem sucesso.
Durante todo o tempo, para lidar com pouco mais de 3 pessoas
pobres em situação de rua, foi movimentado um enorme aparato de segurança
constituído por agentes do centro presente, guardas municipais e agentes da
prefeitura – alguns inclusive filmando a ação e as pessoas em situação de rua a
todo momento. Com a chegada do responsável
da ação e a consequente “reunião” com o vereador, os agentes de segurança
imediatamente iniciaram a filmar a “reunião” informal, numa clara tentativa de
criminalizar a intervenção do vereador que apenas exigiu – como cidadão e como
ser humano – um tratamento digno e respeitoso para com pessoas que já se
encontram em situação de vulnerabilidade social.
O mais impressionante de tudo isso é o custo de uma operação
desse porte. Não apenas custo financeiro, mas o custo em material humano para
importunar pessoas já massacradas pelo crescente desemprego que assola o Rio de
Janeiro. Vans, equipes da Guarda
Municipal, equipamentos de filmagem, agentes do centro presente, agentes de
limpeza urbana e agentes administrativos. Todo esse aparato movimenta um custo
operacional que seria muito mais bem gasto em programas de reinserção, de
moradia digna, cursos profissionalizantes e um programa de assistência social
realmente voltado a preservar a vida e a dignidade daqueles que foram vitimados
pela má gestão de políticos insensíveis às necessidades populares.
Enquanto o poder público tentar “esconder debaixo do tapete”
a tragédia social e a calamidade impostas à população mais pobre dessa forma,
haverá denúncia, contestação e atitude política verdadeiramente popular para contestar
as ações de quem não se compromete para com os mais
necessitados.
Vereador Leonel Brizola, estamos com você!



