Via FENEPOSPETRO -
Sem debater com os trabalhadores, donos de postos de combustíveis querem adotar a nefasta “reforma” trabalhista, dia 24 de maio haverá nova reunião de mediação entre o SINPOSPETRO-SE e o sindicato patronal.
Dia 1º de novembro de 2017 ocorreu à primeira rodada de
negociações da Convenção Coletiva aprovada em Assembleia, e pasmem, até agora
não avançamos. Trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência estão
sendo desrespeitados pelo setor patronal no estado de Sergipe. A data-base
assegurada da categoria é 1º de janeiro. Dia 24 de maio haverá nova reunião de
mediação entre o SINPOSPETRO-SE e o sindicato patronal, a
situação é muito difícil, os patrões insistem em cortar direitos da categoria e
se negam a uma negociação aberta.
Segundo o presidente do SINPOSPETRO-SE José Edson Gomes
Araújo, “sem debate com os trabalhadores, empresários querem adotar a nefasta “reforma”
trabalhista por completo, ou seja, 12x36h (12 horas de trabalho com
36 horas de descanso), não querem pagar os feriados e abono, na cesta
básica querem dar apenas R$2,00 de aumento”.
O impasse segue desde o dia 3 de maio, na ultima reunião representantes do sindicato
patronal afirmaram que “é hora de adequar a convenção coletiva de trabalho a
realidade econômica e também a nova legislação trabalhista, nesse sentido, a
proposta das empresas é de conceder reajuste salarial de 2,5%, portanto, acima
do INPC da data-base que foi de 2,10%, o que representa ganho real para os salários,
mas, quer reduzir valores de alguns benefícios, adequar outros e oportunizar a
adequação jurídica permitida pela legislação, a exemplo do contrato de trabalho
intermitente, do contrato temporário e da jornada de 12x36, além de outros,
como banco de horas, redução do valor do abono de PLR, realizarem a homologação
da rescisão do contrato de trabalho fora SINPOSPETRO-SE, vale transporte com o ônus
legal para o trabalhador, trabalho no feriado com compensação de folga, 10%
para gratificação de desvio de função e função comissionada gerencial com
gratificação de 40% sobre o salário-base”.
“Nossa entidade atua em 70 cidades e
representa aproximadamente quatro mil Frentistas no estado. Não
aceitaremos retrocessos e perda de direitos conquistados com muita luta, a
posição dos patrões contra o diálogo e na tentativa de cortar direitos pode ocasionar
processo de Dissídio Coletivo, para uma decisão judicial, e, principalmente, a
deflagração de um movimento de paralisação da categoria”, alertou José Edson
Gomes Araújo, presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis
do Estado de Sergipe.
* Daniel Mazola, assessoria de imprensa FENEPOSPETRO
