REDAÇÃO -
Um dia após o PSB anunciar posição contrária às reformas, o deputado Paulinho da Força (SP) fez chegar ao presidente Michel Temer ameaças de seu partido, o Solidariedade. Com 14 deputados, disse que a sigla deixa a base se a reforma trabalhista não mudar. O parlamentar cobra que o governo recue e reformule o trecho que acaba com o imposto sindical. Defende que a extinção da contribuição seja progressiva, e não imediata.
A proposta levada por Paulinho a Temer e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi apresentada como emenda na segunda-feira (dia 24), na véspera da votação do relatório de Rogério Marinho (PSDB-RN).
PLANO B – Caso a articulação naufrague na Câmara, Paulinho já tem o apoio de Renan Calheiros (PMDB-AL) para tentar engavetar no Senado a proposta de reforma trabalhista. O peemedebista é um crítico de Temer.
Na reunião em que o PSB definiu que seus deputados devem votar contra as reformas, Beto Albuquerque, vice-presidente da sigla, afirmou que as propostas do governo Temer “são devastadoras para partidos que querem ter candidatos a presidente em 2018”.
Na defesa de uma candidatura própria do PSB ao Planalto, Albuquerque ironizou: “O futuro é imediato. Ele só está longe para aqueles que estão em início de mandato, como o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)”, disse, referindo-se ao pai do ministro de Minas e Energia de Temer, Fernando Coelho Filho. (via Painel da Folha)
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