REDAÇÃO -
Renan Calheiros detonou Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e já colocou os dois pés na canoa de Lula.
“Só porque há uma convergência de discurso (com Lula)? Será que o presidente Temer acha que meu discurso está dessintonizado com o dele? Eu não sei, ele não me falou. Eu não tenho nenhuma preocupação com a eleição de 2018. O que me preocupa é o rumo do governo. Está na hora de ouvir. Com o governo de Eduardo Cunha eu já rompi. Vamos aguardar o próximo”, falou.
“O governo e o PMDB são entidades diferentes. Cada um precisa cumprir o seu papel. Senão, vai ocorrer de o governo cair para um lado e o PMDB cair para outro. Isso interessa a quem? O governo é temporário, o PMDB não, é um partido que já prestou relevantes serviços ao país e quer continuar prestando. Não se trata de medir forças, continuou.
“O Brasil inteiro reclama que o governo está mal escalado, jogando para trás, parece a seleção do Dunga. Precisamos de um governo igual a seleção do Tite. Não se trata de trocar nem o técnico nem o time, apenas aproveitar melhor o time”. (via DCM)
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Nassif: Gilmar aos olhos de um jurista europeu
De Nassif no JornalGGN:
Acabei de entrevistar o jurista espanhol Javier Garcia Oliva, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de Manchester e responsável pelas aulas de “Introdução ao Direito e Método da Espanha” em Oxford.
Pedi que ele analisasse um caso hipotético, que viesse a ocorrer na Inglaterra.
Um Ministro da Suprema Corte vai até a casa do Primeiro Ministro, que está sendo alvo de um processo, anuncia para a imprensa que é seu amigo e adianta linhas de defesa para ele.
O jurista sorriu incrédulo, julgando que fosse uma pegadinha:
– Não tenho a menor condição de analisar. Essa situação é totalmente impossível de ocorrer na Inglaterra.



