REDAÇÃO -
A Greve Geral que deve paralisar o Brasil próxima sexta-feira, 28, ganhou reforço de membros da igreja Católica. Na Paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que foi anunciado pelo Vaticano no início do mês passado como novo arcebispo do estado, gravou uma mensagem convocando a população para participar das manifestações contra a reforma da Previdência.
“Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988”, diz com Manoel. “Convocamos todos os trabalhadores a participarem desta grande manifestação, dizendo a palavra que o povo não aceita a reforma da Previdência nos termos que estão anunciando”, afirmou o arcebispo.
Em março, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chegou a emitir uma nota aprovada em seu Conselho Permanente sobre a reforma da Previdência. O documento afirma que a seguridade não é uma concessão governamental, mas sim direitos sociais conquistados com intensa participação democrática.
“Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil”, diz trecho de nota conjunta divulgada por entidades.
Além de Dom Delson, quem também está engajado nos preparativos do “Vamos parar o Brasil”, é Dom Genival Saraiva de França, atual administrador apostólico da Arquidiocese da Paraíba. Na última quarta-feira (20), ele esteve reunido com integrantes da Frente Brasil Popular na Paraíba, discutindo detalhes do protesto. (via Pernambuco247)
***
Delatado por propina de US$ 40 milhões, Temer diz ser triste ver parte do governo envolvida em corrupção
Em mais uma de suas declarações fora da realidade, Michel Temer disse achar “triste” ver dezenas de parlamentares e oito ministros de seu governo acusados de corrupção na Lava Jato, ignorando completamente que ele próprio é delatado por negociar uma megapropina para seu partido.
“Sim, me parece triste, não posso dizer outra coisa. Mas é necessário esperar que o Poder Judiciário condene ou absolva as pessoas”, declarou em entrevista ao canal de TV espanhol ‘TVE’, que foi gravado na quinta-feira 20 e exibido neste sábado 22 na Espanha.
“O Brasil não para, portanto não serão os efeitos de atos de corrupção que poderão parar o país”, completou Temer. A entrevista foi concedida às vésperas da visita do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, ao Brasil, na segunda e terça-feira.
Temer é acusado em delação da Odebrecht de ter participado de uma reunião em que foi acertada uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB. Ele confirma a existência e a participação na reunião, mas nega a negociação do repasse ilegal. Temer só não é investigado porque o procurador-geral, Rodrigo Janot, lhe deu imunidade, usando para isso uma jurisprudência equivocada.
Na entrevista, ele também disse considerar que o juiz Sergio Moro, que julga os processos da Lava Jato em primeira instância, “cumpre seu papel adequadamente”. “Creio que ele [Moro] cumpre seu papel adequadamente, qualquer consideração negativa que eu faça sobre as delações será prejudicial porque pode passar a ideia de que se quer acabar com a Lava Jato”, declarou. (via Brasil247)



