INFORMAÇÃO LIVRE

14.11.15

FNP indica rejeição da proposta, manutenção da greve e assembleias até o dia 18/11

Via Agência Petroleira de Notícias -


Proposta da Petrobrás significa prejuízos e incertezas para toda a categoria.
Diante de uma proposta que não atende nem de longe a pauta de reivindicações aprovada pelos petroleiros no 9º Congresso da FNP, em julho, e significa uma série de prejuízos e incertezas para os mais de 80 mil trabalhadores da ativa, além dos aposentados, pensionistas e terceirizados, a direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), reunida na sede do Sindipetro-RJ na tarde desta sexta-feira (13), considerando seu compromisso de democracia e transparências em suas decisões, indica aos seus sindicatos filiados a rejeição da proposta da Petrobrás, a manutenção do movimento grevista iniciado no dia 24 de setembro e a realização de assembleias até o dia 18/11.


Além de manter a categoria angustiada pela incerteza da preservação da empresa e de seus empregos, já que a Petrobrás não respondeu nossa reivindicação de suspensão do Plano de Desinvestimentos e a venda de qualquer ativo e manteve cláusula que permite demissão sem justa causa, a proposta que a empresa apresentou depois de mais de dois meses de enrolação e apenas após um movimento grevista com mais de 50 dias significa uma série de prejuízos para os petroleiros. Não prevê aumento real e não abona os dias parados numa greve cujos únicos responsáveis são a própria direção da empresa e o governo federal. Também não garante que não haverá punições aos grevistas, como advertências, transferências compulsórias e qualquer outro tipo de retaliação, apenas promete que se houver punições elas serão discutidas com os sindicatos. Além disso, a Petrobrás ainda quer interferir na organização sindical de seus empregados.



Já enviamos ofício ao presidente da empresa, Aldemir Bendine, e também vamos envolver e responsabilizar o governo federal, acionista majoritário da Petrobrás, nas negociações. Nenhum direito a menos e não à venda de ativos!