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| Joseph Blatter anunciou sua renúncia da presidência da Fifa. Zico, herói do Flamengo e da seleção, é a solução para a Fifa? |
Derrotado no último pleito, realizado na sexta, o príncipe da
Jordânia, Ali bin Al-Hussein, já avisou que irá tentar novamente
tornar-se mandatário da entidade. Ao lado deles, vários outros devem
tentar tomar o trono de Blatter.
Veja seis prováveis candidatos na nova eleição:
- Ali bin Al-Hussein (Jordânia)
O príncipe da Jordânia até conseguiu levar a última eleição para o segundo turno, mas desistiu antes da segunda rodada de votos, já prevendo a derrota. Logo após saber da renúncia de Blatter, ele comunicou a interlocutores que iria tentar ser eleito novamente.
O príncipe da Jordânia até conseguiu levar a última eleição para o segundo turno, mas desistiu antes da segunda rodada de votos, já prevendo a derrota. Logo após saber da renúncia de Blatter, ele comunicou a interlocutores que iria tentar ser eleito novamente.
"O
príncipe Ali está pronto para novas eleições", garantiu Sala Sabra,
vice-presidente da Federação Jordaniana de Futebol. "Se a Fifa pedisse,
aliás, ele estaria disposto a assumir a presidência neste instante",
completou o cartola.
Al-Hussein era vice-presidente da Fifa na
Ásia, e se destacou por ter conseguido permitir que a Fifa autorizasse
jogadoras islâmicas a atuarem usando véu em competições internacionais.
Ele
também foi um dos apoiadores do "Relatório Garcia", que denunciou
diversas irregularidades no processo de escolhe de Rússia e Catar como
sedes das próximas Copas do Mundo.
- Michel Platini (França)
O
francês, antes aliado, virou opositor ferrenho de Blatter e, nos
últimos dias, vinha comandando um motim contra o suíço, cogitando
inclusive organizar uma Copa do Mundo "extra-oficial", o que racharia de
vez o futebol mundial.
O presidente da Federação Francesa de
Futebol, Noël Le Graët, já demonstrou seu apoio ao compatriota: "Estará
preparado para entrar nesta aventura? Não posso me colocar em seu lugar,
mas penso que se a Europa deve apresentar um candidato, só pode ser
Michel", afirmou, em entrevista ao canal RTL.
Ex-jogador,
Michel Platini teve carreira vitoriosa por Nancy, Saint-Étienne,
Juventus e seleção francesa, e também foi técnico dos Bleus. Desde 2007, ele é presidente da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol), e já está em seu terceiro mandato.
Sua administração é marcada pela regra do fair play
financeiro, que tenta acabar com a gastança desenfreada no futebol
europeu, no trabalho com categorias de base e na inserção de cada vez
mais equipes na Liga dos Campeões.
- Luis Figo (Portugal)
O ex-jogador também era candidato ao último pleito, mas desistiu em cima da hora, ciente de que teria pouca chance de vencer. Ele disse que, no futuro, gostaria de ser eleito presidente, mas até o momento não se pronunciou se irá tentar já na próxima ocasião. Nesta terça, ele fez questão de comemorar a queda de Blattter.
O ex-jogador também era candidato ao último pleito, mas desistiu em cima da hora, ciente de que teria pouca chance de vencer. Ele disse que, no futuro, gostaria de ser eleito presidente, mas até o momento não se pronunciou se irá tentar já na próxima ocasião. Nesta terça, ele fez questão de comemorar a queda de Blattter.
"Um dia bom para Fifa e para o futebol. A mudança está finalmente a
chegar. Como disse na minha declaração de sexta-feira: o dia podia
tardar, mas chegaria. Ele aí está! Devemos agora, de forma responsável e
serena, procurar uma solução consensual em todo o mundo para que comece
uma nova era de dinamismo, transparência e democracia na Fifa", disse.
Com
passagens vitoriosas por Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de
Milão, além da seleção portuguesa, durante a carreira, o
ex-meio-campista foi eleito melhor jogador do mundo em 2001. Ele se
aposentou em 2009, após ser campeão italiano pela Internazionale.
Desde
que encerrou a carreira, porém, não foi dirigente de nenhum clube ou
associação. De maneira surpreendente, anunciou em janeiro de 2015 que
seria candidato à presidência da Fifa, mas desistiu a uma semana da
eleição. Segundo o luso, sua intenção era "denunciar o sistema vigente"
na entidade.
- David Ginola (França)
Outro
ex-jogador que cogitou entrar na última eleição da Fifa, o antigo
atacante do Paris Saint-Germain também já garantiu presença no próximo
pleito para escolher o chefão da entidade máxima do futebol, de acordo
com a BBC.
Ginola havia anunciado sua candidatura no dia 16 de janeiro, mas,
duas semanas depois, se retirou do pleito. Ele foi patrocinado por um
site de apostas esportivas e, na ocasião, garantiu que todas as doações
obtidas através de um financiamento coletivo seriam reembolsadas.
Em
janeiro, ele não preenchia os requisitos necessários para presidir a
Fifa, pois não tinha o respaldo de cinco federações nacionais nem
demonstrou envolvimento direto na administração futebolística durante
pelo menos dois dos últimos cinco anos.
Além do PSG, o ex-atacante
também teve boas passagens por Tottenham e Newcastle, da Inglaterra,
assim como na seleção francesa. Conhecido pelo temperamento irreverente,
trabalhou como comentarista de futebol na TV, ator e modelo desde que
encerrou a carreira de atleta, em 2002.
- Senes Erzik (Turquia)
O dirigente turco é vice-presidente da Uefa e amigo de Michel Platini. Antes de virar cartola, trabalhou como diretor de grandes bancos de seu país, além de ter desempenhado funções na Unicef, braço da ONU para a infância e juventude.
O dirigente turco é vice-presidente da Uefa e amigo de Michel Platini. Antes de virar cartola, trabalhou como diretor de grandes bancos de seu país, além de ter desempenhado funções na Unicef, braço da ONU para a infância e juventude.
Erzik entrou para o futebol em 1977, quando ingressou
como membro da diretoria da Federação Turca. Em 1989, ele foi eleito
presidente da entidade, cargo que ocupou por oito anos até Haluk Ulusoy
assumir.
Desde 1990, é membro também da Uefa, e tornou-se
vice-presidente da entidade em 1994. Dois anos depois, virou também
membro do Comitê-Executivo da Fifa, além de presidente de honra de
Federação Turca.
Seu grande destaque como dirigente foi ter levado para Istambul a final da Uefa Champions League de 2004/05, vencida pelo Liverpool sobre o Milan. Ele também tentou fazer a Turquia sede da Euro-2012, mas não conseguiu.
- Ted Howard (Estados Unidos)
O norte-americano é secretário-geral da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). Graduado em propaganda e marketing, tem um mestrado em administração de empresas.
O norte-americano é secretário-geral da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). Graduado em propaganda e marketing, tem um mestrado em administração de empresas.
Ele
é conhecido por ter sido um dos chefões de marketing da NBA entre 1988 e
1998, além de ter atuado na promoção da NASL, a segunda divisão do
futebol dos Estados Unidos, atrás da MLS.
Ex-jogador, ele jogou
durante quase toda a carreira pelo Chico Wild Cats, da Universidade da
Califórnia, e depois trabalhou como assistente-técnico da equipe. Desde
2003, ele faz parte do Hall da Fama do Futebol dos Estados Unidos.
Ted
Howard sucedeu Chuck Blazer no cargo de secretário-geral da Concacaf. O
cartola corrupto foi um dos que deram com a língua nos dentes e
motivaram as investigações do FBI em cima da Fifa, que terminaram com a
prisão de vários cartolas e a renúncia e Blatter. Howard, porém, saiu
limpo nas investigações.
Zico confirma chance de buscar presidência da Fifa: 'Agora a possibilidade é real'
Horas depois de Joseph Blatter renunciar ao cargo de presidente da
Fifa, um importante nome do futebol mundial manifestou certo desejo de
ocupar a vaga. Na noite desta terça-feira, ninguém menos do que Zico
manifestou-se sobre o assunto e, em contato com a reportagem do ESPN.com.br, tratou a ideia da candidatura como 'uma possibilidade real'.
"É,
por que, não? Agora a possibilidade pode ser real, pois antes era
impossível como é na CBF e em outras confederações e federações pelo
mundo", respondeu o eterno camisa 10 da Gávea.
Sem o suíço, Zico acha que agora o caminho ficou aberto, ao contrário
da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), presidida atualmente por
Marco Polo Del Nero. "Lá (CBF), é impossível, assim como em outras
federações e confederações", repetiu o agora possível candidato à
presidência da Fifa, ainda em conversa com a reportagem.
Zico está
em Berlim, na Alemanha, para acompanhar a decisão da Champions League,
entre Barcelona e Juventus, no sábado. Amigo de Michel Platini,
presidente da Uefa, Zico negou, quando foi questionado pelo ESPN.com.br, que já esteja recebendo o apoio do francês em uma possível candidatura, pelo menos por enquanto.
A
'possibilidade real' descrita por Zico passa exclusivamente pela saída
de Joseph Blatter. Nesta terça-feira, quatro dias depois de ser reeleito
para o quinto mandado na presidência da Fifa, o suíço abandonou o cargo
sem maiores justificativas. Toda a crise que culminou na renúncia
ocorre após denúncias do FBI sobre a corrupção na entidade máxima do
futebol mundial.
Em seu Facebook oficial, o ex-jogador também
comentou sobre o assunto: "Por que não? Minha vida sempre foi dentro do
futebol. Uma paixão que exerci com seriedade e respeito no Brasil e em
outros países. Jantando com Sandra pensei nisso. Minha mulher e meus
filhos me apoiaram", escreveu o 'Galinho', que se apega a experiências
anteriores para manifestar o desejo de ocupar o cargo mais desejado da
política do futebol mundial.
"Fui Ministro dos Esportes, tenho
experiência com meu clube e no apoio ao Kashima, ao Japão. Penso no
futebol acima da política. Não tenho apoio ainda, mas se é aberto eu
posso me candidatar à Fifa. Ainda é uma idéia... Quem sabe?", escreveu.



