EMANUEL CANCELLA -
Os títulos que a Petrobrás colocou no mercado internacional, no valor de
U$ 2,5BI, evaporaram. O potencial de procura foi de U$ 10BI. Que
empresa brasileira ou internacional tem crédito para mais 100 anos? A
coisa é tão estupenda que isso acontece depois de os analistas da área
divulgarem que o petróleo permaneceria como principal matriz energética
no planeta por apenas 50 anos. É que o mundo sabe que a Petrobrás é uma
empresa de energia, não é só de petróleo! E melhor, o mundo acredita
nela!
Enquanto isso, no Brasil, prossegue a
campanha na mídia tentando desacreditar a empresa. Mas os funcionários
da companhia, seu maior patrimônio, jamais “deixaram a peteca cair”,
como se diz na gíria, mesmo durante os piores momentos da “Lava Jato”.
Ao contrário. Aumentaram a capacidade de refino, alçaram a companhia à
condição de maior produtora de óleo do mundo, ultrapassando a americana
Exxom Mobil; e, em 2015, a Petrobras ganhou pela terceira vez o prêmio
equivalente ao “Nobel” da indústria do petróleo, em prospecção
off-shore.
Ao mesmo tempo em que os críticos
mentiam, afirmando que a Petrobrás não teria condições de extrair o
petróleo na região do pré-sal, a companhia batia recordes sucessivos.
Hoje a produção do pré-sal chega 800 mil barris, o suficiente para
abastecer países como Bolívia, Uruguai, Paraguai e Peru, juntos.
Para alcançarmos a autossufiência no
refino, e até exportando o excedente em produtos com valor agregado, só
falta a Petrobrás ter liberdade para concluir as refinarias do Ceará, do
Maranhão e as obras do Comperj; retomar a petroquímica, o mais
lucrativo setor do petróleo; manter-se como operadora em todos os campos
do pré-sal; e fortalecer a política de “conteúdo local”, colocando a
indústria nacional como grande fornecedora desse setor, como prevê a
lei.
A Lei de Partilha deveria vigorar em o
território nacional (e não apenas para a região do pré-sal). É hora de
acabar com o regime de concessão, oriundo da lei entreguista de FHC (Lei
9478/97). A Petrobrás hoje responde por cerca de 17% do PIB nacional.
Com os impostos que paga, financia 80% do Programa de Aceleração ao
Crescimento – PAC.
Hoje existe um esforço enorme para mudar
e apagar a história. Mas estamos aqui para lembrar, sempre, que a
Petrobrás é o resultado da maior campanha cívica que esse país já
conheceu, “O Petróleo é Nosso” . Naquela época, anos 1940-50, os
brasileiros lutaram por um sonho, pois ainda não existia petróleo no
Brasil. Hoje ó petróleo é realidade e os brasileiros não podem abrir mão
dessa riqueza.
Em outubro, a Petrobrás completará 62
anos. É um gigante que precisa continuar a serviço do Brasil. O
interesse pelas ações da empresa no mercado internacional é a prova
maior da sua força. Parabéns aos brasileiros, aos petroleiros e a
Petrobrás!
