Por CLÁUDIO HUMBERTO - Via Diário do Poder -
Após proteger seu homem de confiança. Ex-presidente Lula decidiu afastar o amigo João Vaccari Neto.
O ex-presidente Lula foi quem decidiu afastar
“temporariamente” João Vaccari Neto do cargo de tesoureiro do PT. A prisão
deixou o partido paralisado, em estado catatônico: ninguém ousava decidir
porque Vaccari é amigo pessoal e homem de confiança de Lula. Além disso,
afastá-lo atenderia a insistente pedido da facção “Mensagem”, que faz oposição
interna no PT à facção lulista “Construindo um Novo Brasil”. Lula então decidiu
recusar o “abraço de afogado” com o amigo Vaccari.
Réu em ação penal por corrupção, lavagem e formação de
quadrilha, Vaccari era protegido por Lula em razão do poder destruidor da sua
língua.
Para definir o afastamento do amigo Vaccari, Lula lembrou a
penosa saída do ex-tesoureiro do mensalão Delúbio Soares.
A Executiva do PT havia agendado reunião nesta quinta para
reafirmar apoio ao tesoureiro, e respeitar sua eventual “saída espontânea”.
Nomeação de novo ministro é derrota humilhante para Renan para Cunha (Via Diário do Poder)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
decidiu não comparecer à posse do ex-deputado Henrique Alves
no Ministério do Turismo, nesta quinta (16), para demonstrar seu
descontentamento com a demissão do ex-ocupante do cargo Vinícus Lages,
mas ele está inconformado mesmo é com a própria derrota para o
presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha.
Cunha poderia obter qualquer outro ministério do mesmo nível, de
influência do PMDB, até com orçamento mais expressivo, mas fez questão
de tomar de Renan a primazia de indicar o ministro do Turismo, ao mesmo
tempo em que impôs à presidente Dilma Rousseff a nomeação de alguém que
ela despreza: o ex-deputado Henrique Alves.
No xadrez político, Eduardo Cunha ficou ainda mais feliz com tudo
isso pelo sabor especial de mostrar que tem poder destruidor mais temido
pelo Palácio do Planalto que o presidente do Senado.
Após três meses de queda de braço, com sucessivas derrotas do governo
impostas por Eduardo Cuna, Dilma preferiu correr o risco de irritar
Renan Calheiros ao risco de deixar o presidente da Câmara ainda mais
descontente. Essa queda de braço é ainda mais curiosa considerando que
ambos são filiados ao mesmo partido, o PMDB.
A agenda divulgada pela assessoria do presidente do Senado não consta
a posse de Alves, marcada para as 15h. Nesse mesmo horário, Renan
deverá receber a presidente nacional do PMDB Mulher, Fátima Palaes.
A Presidência da República confirmou na noite desta quarta-feira, 15,
a saída de Vinícius Lages do cargo. Para não desagradar Renan, Dilma
teria oferecido várias opções para realocar o agora ex-ministro, como a
presidência da Cia Nacional de Abastecimento (Conab), mas o senador
recusou todas as ofertas.
